24.7.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 58 E 59
Segunda-feira 16 de Julho e quarta-feira 18 de Julho de 2007.
Não é que se esteja a tornar um hábito, juntar assim os post, dois em um, mas alguns problemas internéticos combinaram acumular-se e estragar-me as duas últimas semanas... informaticamente falando.
Só volto à carga com estes dois relatos do sensei Osaka (os últimos antes do Verão) porque me parecem importantes e porque ele se referiu a uma coisa que ultimamente não tem estado muito presente nos nossos keikos do dia-a-dia. Falo, ou antes, falou ele, de ji-geiko.
Ora dizia ele que ao fazer ji-geiko, não deve estar presente na nossa mente, não deve ser uma preocupação, o facto de sermos atingidos durante o mesmo. Ainda segundo as suas palavras, a abordagem de ji-geiko deve ser muito diferente da de shiai. Um dos objectivos de ji-geiko é a experimentação.
O medo de falhar ou de errar não deve ser um factor inibidor da prática do combate livre. Por isso, quando se executa um ataque, ele deve ser "cumprido" plenamente. Sem receio do contra-ataque, ou do valor do adversário, ou do que quer que seja. O empenhamento deve ser total. Afinal de contas, estamos a aprender.
No seguimento desse raciocínio, outra coisa a que o senhor Osaka se referiu, foi o facto de, muitas vezes durante o ji-geiko, termos tendência para recuar.
NÃO SE DEVE RECUAR NUNCA DURANTE JI-GEIKO.
É um mau hábito que prejudica seriamente a evolução do kendoka. Habituar-se a situações de pressão por parte do opositor, e a gestão dessa mesma pressão, faz parte integrante da aprendizagem do kendo.
Suportar o seme do adversário, absorvê-lo (criando um falso suki. p.e.), contorná-lo, impor o nosso seme, criar tame... tudo isso só é possível SE NÃO SE RECUAR perante a ofensiva do oponente.
Afinal de contas é "só" ji-geiko, pessoal.
Bom Verão para todos. Esta coluna estará de volta... bem, quando voltar.
13.7.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 57
Sexta-feira, 14 de Julho 2007
Muito calor. Muito calor... e muito kiri-kaeshi. Muito. Praticamente uma aula inteira de kiri-kaeshi.
Tirando um bocadinho de kakari-geiko no fim, para acabar em beleza (digo eu), foi mais uma aula inteirinha dedicada aos princípios básicos do kendo.
E kiri-kaeshi nunca é demais. E também nunca é demais dizer que kiri-kaeshi é talvez o pilar fundamental do kendo moderno. Agora podia falar-vos das 8 grandes virtudes de fazer kiri-kaeshi, mas já o fiz várias vezes neste blog, por isso e em vez disso, vou antes limitar-me a transmitir-vos as palavras com que o senhor Osaka nos brindou hoje.
No fim do treino, o Sensei Osaka aconselhou-nos a que praticássemos kendo com mais espírito, mais vontade, durante o Verão.
Mais calor = mais esforço = mais progressos. Eis o resumo da mensagem de Osaka san.
Nas suas últimas palavras, num piropo não muito usual para um japonês, elogiou o esforço diário dos praticantes, referindo e passo a citar: "mas o (vosso) kendo está melhor". Wow! Devemos estar a fazer alguma coisa bem.
Bom fim-de-semana, pessoal.
Muito calor. Muito calor... e muito kiri-kaeshi. Muito. Praticamente uma aula inteira de kiri-kaeshi.
Tirando um bocadinho de kakari-geiko no fim, para acabar em beleza (digo eu), foi mais uma aula inteirinha dedicada aos princípios básicos do kendo.
E kiri-kaeshi nunca é demais. E também nunca é demais dizer que kiri-kaeshi é talvez o pilar fundamental do kendo moderno. Agora podia falar-vos das 8 grandes virtudes de fazer kiri-kaeshi, mas já o fiz várias vezes neste blog, por isso e em vez disso, vou antes limitar-me a transmitir-vos as palavras com que o senhor Osaka nos brindou hoje.
No fim do treino, o Sensei Osaka aconselhou-nos a que praticássemos kendo com mais espírito, mais vontade, durante o Verão.
Mais calor = mais esforço = mais progressos. Eis o resumo da mensagem de Osaka san.
Nas suas últimas palavras, num piropo não muito usual para um japonês, elogiou o esforço diário dos praticantes, referindo e passo a citar: "mas o (vosso) kendo está melhor". Wow! Devemos estar a fazer alguma coisa bem.
Bom fim-de-semana, pessoal.
12.7.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 55 e 56
Segunda-feira 9 e quarta-feira 11 de Julho de 2007
Assim mesmo, dois em um.
Os treinos, devido ao calor que, finalmente, se faz sentir, têm sido um bocadinho penosos. E quando digo penosos não me refiro a particularmente difíceis ou duros. Se existisse uma normalidade pré-definida acerca da intensidade dos treinos diria que têm sido treinos... normais.
A verdade é que me encontro numa situação particularmente estranha em termos de condição física. Os 3 meses que passei em Luanda deixaram um fardo que não é fácil de ultrapassar. E uso aqui a palavra "fardo" numa das suas mais literais definições. 3 meses de cerveja, picanha e churrascos variados, sem fazer qualquer exercício senão o de tentar levar um dia-a-dia muito complicado com um sorriso nos lábios, deixam de facto um fardo no físico de qualquer pessoa.
Enfim, já estão a pensar provavelmente: "com o mal dos outros posso eu bem", por isso mesmo, adiante; palavras do senhor Osaka:
- segunda-feira alertou de novo a população kendoka de Lisboa para a situação, recorrente ao que parece, de, devido ao cansaço talvez, os últimos men de cada treino serem feitos por muita gente com o corpo inclinado para a frente. Só isto. Corpo SEMPRE direito.
- quarta-feira não sei. O meu tornozelo "gripou" quase no fim do treino e tive de pedir permissão ao sensei para parar e sair. Assim sendo, não estive presente no fim da aula. Se alguém que lá esteve quiser ser uma alminha caridosa e enviar as palavras de ontem de Osaka san... pois esteja à vontade.
Quisses e ugues.
Assim mesmo, dois em um.
Os treinos, devido ao calor que, finalmente, se faz sentir, têm sido um bocadinho penosos. E quando digo penosos não me refiro a particularmente difíceis ou duros. Se existisse uma normalidade pré-definida acerca da intensidade dos treinos diria que têm sido treinos... normais.
A verdade é que me encontro numa situação particularmente estranha em termos de condição física. Os 3 meses que passei em Luanda deixaram um fardo que não é fácil de ultrapassar. E uso aqui a palavra "fardo" numa das suas mais literais definições. 3 meses de cerveja, picanha e churrascos variados, sem fazer qualquer exercício senão o de tentar levar um dia-a-dia muito complicado com um sorriso nos lábios, deixam de facto um fardo no físico de qualquer pessoa.
Enfim, já estão a pensar provavelmente: "com o mal dos outros posso eu bem", por isso mesmo, adiante; palavras do senhor Osaka:
- segunda-feira alertou de novo a população kendoka de Lisboa para a situação, recorrente ao que parece, de, devido ao cansaço talvez, os últimos men de cada treino serem feitos por muita gente com o corpo inclinado para a frente. Só isto. Corpo SEMPRE direito.
- quarta-feira não sei. O meu tornozelo "gripou" quase no fim do treino e tive de pedir permissão ao sensei para parar e sair. Assim sendo, não estive presente no fim da aula. Se alguém que lá esteve quiser ser uma alminha caridosa e enviar as palavras de ontem de Osaka san... pois esteja à vontade.
Quisses e ugues.
4.7.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 54
Quarta-feira, 4 de Julho 2007
Tenho andado a pensar muito no meu kiri-kaeshi e hoje foi um daqueles dias em que tive oportunidade de pensar ainda mais acerca do dito.
Hoje fizemos muito kiri-kaeshi e foi bom, correu bem. Estou a começar a controlar de novo o meu braço esquerdo. Faço como o grande sempai Alex me aconselhou: mais devagar e assim corre melhor. É mesmo importante ouvir o que dizem aqueles que sabem mais do que nós.
E quem sabe mais que nós todos juntos é o sensei Osaka que hoje, num dos seus acessos de frugalidade verbal, apenas nos disse para tentarmos sempre executar men bem. Ou seja, neste caso, sem entortar o corpo para a frente.
Lá está. Fazer devagar e bem, bate aos pontos fazer mal e depressa. Como eu e meu kiri-kaeshi descontrolado.
Abayo people.
Tenho andado a pensar muito no meu kiri-kaeshi e hoje foi um daqueles dias em que tive oportunidade de pensar ainda mais acerca do dito.
Hoje fizemos muito kiri-kaeshi e foi bom, correu bem. Estou a começar a controlar de novo o meu braço esquerdo. Faço como o grande sempai Alex me aconselhou: mais devagar e assim corre melhor. É mesmo importante ouvir o que dizem aqueles que sabem mais do que nós.
E quem sabe mais que nós todos juntos é o sensei Osaka que hoje, num dos seus acessos de frugalidade verbal, apenas nos disse para tentarmos sempre executar men bem. Ou seja, neste caso, sem entortar o corpo para a frente.
Lá está. Fazer devagar e bem, bate aos pontos fazer mal e depressa. Como eu e meu kiri-kaeshi descontrolado.
Abayo people.
2.7.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 53
Segunda-feira, 2 de Julho 2007
Ora cá estamos nós, de volta às lides como convém.
Nestes últimos tempos não tenho treinado muito devido às filmagens em que andei metido, e das vezes que treinei, não tive tempo para actualizar este modesto diário de papel virtual a que chamo o meu kendo blog (since 2003).
Hoje, pela primeira vez este ano, o calor incomodou-me durante o treino. A meio do keiko, que até nem foi muito puxado, já estava assim como que com os bofes de fora, a chamar ó-tio-ó-tio, que raio se passa comigo que estou a ver tudo a andar à roda?
Felizmente não praticámos kakari-geiko, pois a triste figura que eu teria feito, seria um muuuuito mau exemplo para os mais novos.
Mas enfim, no final fiquei muito contente por ter conseguido acabar o treino inteiro. Ainda consegui fazer o último men do último kiri-kaeshi do dia... como se fosse ippon. Mas confesso que não tinha mais nada pr'a dar quando acabou.
E por falar nisso, quando (finalmente) acabou, o senhor Osaka chamou-nos a atenção sobre renzoku-waza, mais exactamente sobre o encadeamento kote-do. Diz ele, e acho que com razão, que quando se treina kote-do, o motodachi deve ter uma atenção muito especial em não recuar demasiado quando chega o momento de receber o do. Porquê? Porque quando se tenta fazer kote-do, em shiai, o mais certo é o adversário não recuar. Mesmo que levante os braços e se encontre em posição de "levar com um do", o mais certo é ele estar nesse momento a avançar.
Assim, para que nos possamos habituar a fazer o do o mais rapidamente a seguir ao kote, quanto menor for o espaço existente para executá-lo, melhor.
Logo, quanto menos o motodachi recuar... mais eficaz é o exercício.
Dissemos todos um sonoro "domo arigato gozaimasté" e cada um foi à sua vida.
Tal como eu, agora mesmo: domo arigato gozaimasté... fui.
Ora cá estamos nós, de volta às lides como convém.
Nestes últimos tempos não tenho treinado muito devido às filmagens em que andei metido, e das vezes que treinei, não tive tempo para actualizar este modesto diário de papel virtual a que chamo o meu kendo blog (since 2003).
Hoje, pela primeira vez este ano, o calor incomodou-me durante o treino. A meio do keiko, que até nem foi muito puxado, já estava assim como que com os bofes de fora, a chamar ó-tio-ó-tio, que raio se passa comigo que estou a ver tudo a andar à roda?
Felizmente não praticámos kakari-geiko, pois a triste figura que eu teria feito, seria um muuuuito mau exemplo para os mais novos.
Mas enfim, no final fiquei muito contente por ter conseguido acabar o treino inteiro. Ainda consegui fazer o último men do último kiri-kaeshi do dia... como se fosse ippon. Mas confesso que não tinha mais nada pr'a dar quando acabou.
E por falar nisso, quando (finalmente) acabou, o senhor Osaka chamou-nos a atenção sobre renzoku-waza, mais exactamente sobre o encadeamento kote-do. Diz ele, e acho que com razão, que quando se treina kote-do, o motodachi deve ter uma atenção muito especial em não recuar demasiado quando chega o momento de receber o do. Porquê? Porque quando se tenta fazer kote-do, em shiai, o mais certo é o adversário não recuar. Mesmo que levante os braços e se encontre em posição de "levar com um do", o mais certo é ele estar nesse momento a avançar.
Assim, para que nos possamos habituar a fazer o do o mais rapidamente a seguir ao kote, quanto menor for o espaço existente para executá-lo, melhor.
Logo, quanto menos o motodachi recuar... mais eficaz é o exercício.
Dissemos todos um sonoro "domo arigato gozaimasté" e cada um foi à sua vida.
Tal como eu, agora mesmo: domo arigato gozaimasté... fui.
11.6.07
É ASSIM MESMO
Parece que já não volto para Luanda. Tudo leva a crer que assim seja. Pelo menos nos próximos tempos vou ficar por cá.
O que quer dizer, e é esse o motivo deste post, que... vou voltar a competir.
É assim mesmo. Leram bem.
No próximo torneio, em Setembro, o de Lisboa (?) vou entrar e divertir-me que nem um louco, à paulada com todos os que (eu) tiver o azar de me aparecerem pela frente.
Ah sim... já me esquecia, esta semana vou estar fora de Lisboa em filmagens durante a semana toda e não vou poder treinar, logo, a não ser que alguém me envie por e-mail, não vai haver divulgação da "palavra do senhor" para ninguém. Eu vou sempre andar com o computador, por isso...
Pronto... hum... ok, parece que tá tudo despachado deste lado. Vou bazar.
Ah pois, o Porto. Vou filmar no Porto na quinta-feira, se calhar consigo ir dar um saltinho a algum dojo que esteja aberto nesse dia.
Bazei.
O que quer dizer, e é esse o motivo deste post, que... vou voltar a competir.
É assim mesmo. Leram bem.
No próximo torneio, em Setembro, o de Lisboa (?) vou entrar e divertir-me que nem um louco, à paulada com todos os que (eu) tiver o azar de me aparecerem pela frente.
Ah sim... já me esquecia, esta semana vou estar fora de Lisboa em filmagens durante a semana toda e não vou poder treinar, logo, a não ser que alguém me envie por e-mail, não vai haver divulgação da "palavra do senhor" para ninguém. Eu vou sempre andar com o computador, por isso...
Pronto... hum... ok, parece que tá tudo despachado deste lado. Vou bazar.
Ah pois, o Porto. Vou filmar no Porto na quinta-feira, se calhar consigo ir dar um saltinho a algum dojo que esteja aberto nesse dia.
Bazei.
7.6.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 52
Quarta-feira, 6 de Junho 2007
Hoje o senhor Osaka referiu-se à maneira como devemos respirar ao fazer kiri-kaeshi e não vou escrever mais nada agora porque estou muito cansado, é tarde e tenho de dormir*.
Até 2ª.
Pois, é que 6ª não há treino no dojo de Lisboa.
Feriados e pontes e essas coisas todas juntas.
Até lá.
*Pra informação mais aprofundada sobre este assunto, ler post "Kiri-Kaeshi e respiração", datado de 9 de Junho de 2006, (olha, há um ano atrás, mais dia menos dia).
Hoje o senhor Osaka referiu-se à maneira como devemos respirar ao fazer kiri-kaeshi e não vou escrever mais nada agora porque estou muito cansado, é tarde e tenho de dormir*.
Até 2ª.
Pois, é que 6ª não há treino no dojo de Lisboa.
Feriados e pontes e essas coisas todas juntas.
Até lá.
*Pra informação mais aprofundada sobre este assunto, ler post "Kiri-Kaeshi e respiração", datado de 9 de Junho de 2006, (olha, há um ano atrás, mais dia menos dia).
3.6.07
JÔNI SAN
Perseverança, espírito de sacríficio, correcção, muito coração... mas também muito prazer de fazer kendo. Palavras para quê? É um artista luso-japonês, ganhou o Torneio de Coimbra e segue à frente no ranking nacional. Temos kendoka. Eu sou fã.
Joni! Joni! Joni!
2.6.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 51
Sexta-feira, 1 de Junho 2007
Hoje, comparativamente com os últimos treinos, fizemos bastante ji-geiko. Uns dez minutos ou coisa que o valha. E não é que calhei logo, à segunda mudança de parceiro, com o senhor Osaka? E vai daí, lembrei-me do que ele tinha dito há algumas aulas atrás, acerca de como abordar a prática de ji-geiko, por oposição a shiai.
Assim, fiz um combate bastante descontraído com o senhor em questão, não me defendendo mais do que o necessário e experimentando coisas diferentes... enfim, levei a tareia do costume. E, além do mais, acabei muito mais cansado... só vantagens.
No fim, o sensei apenas fez uma referência breve, mas muito apurada, acerca de como fazer bem kote em combate. Numa palavra, trata-se de esticar mais os braços, num gesto mais de cima para a frente, em vez de de cima para baixo. Usando se necessário, quase que apenas o kensen do shinai para atingir o pulso do opositor. Utilizando uma porção mínima de shinai.
E enquanto ele usava "o Sousa" como dummy, apercebi-me que a quantidade de espaço que ele guarda (distância) é bastante maior. Olhando a diferença ocorreu-me que esse pode o segredo do sucesso dele quando executa nidan-waza. É que, se o corpo dos combatentes não estiver tão próximo, então há mais tempo, ou pelo menos, mais espaço, para executar uma segunda técnica, caso a primeira não surta o efeito desejado.
Daí há outras coisas boas que também podem sair... como a verdadeira diferença entre fazer nidan-waza (dois ataques efectivos) e fazer um ataque (apenas) com uma finta de ataque.
Reveladoras as palavras do senhor Osaka, digo-vos eu. Uma epifânia.
Hoje, comparativamente com os últimos treinos, fizemos bastante ji-geiko. Uns dez minutos ou coisa que o valha. E não é que calhei logo, à segunda mudança de parceiro, com o senhor Osaka? E vai daí, lembrei-me do que ele tinha dito há algumas aulas atrás, acerca de como abordar a prática de ji-geiko, por oposição a shiai.
Assim, fiz um combate bastante descontraído com o senhor em questão, não me defendendo mais do que o necessário e experimentando coisas diferentes... enfim, levei a tareia do costume. E, além do mais, acabei muito mais cansado... só vantagens.
No fim, o sensei apenas fez uma referência breve, mas muito apurada, acerca de como fazer bem kote em combate. Numa palavra, trata-se de esticar mais os braços, num gesto mais de cima para a frente, em vez de de cima para baixo. Usando se necessário, quase que apenas o kensen do shinai para atingir o pulso do opositor. Utilizando uma porção mínima de shinai.
E enquanto ele usava "o Sousa" como dummy, apercebi-me que a quantidade de espaço que ele guarda (distância) é bastante maior. Olhando a diferença ocorreu-me que esse pode o segredo do sucesso dele quando executa nidan-waza. É que, se o corpo dos combatentes não estiver tão próximo, então há mais tempo, ou pelo menos, mais espaço, para executar uma segunda técnica, caso a primeira não surta o efeito desejado.
Daí há outras coisas boas que também podem sair... como a verdadeira diferença entre fazer nidan-waza (dois ataques efectivos) e fazer um ataque (apenas) com uma finta de ataque.
Reveladoras as palavras do senhor Osaka, digo-vos eu. Uma epifânia.
28.5.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 50
Segunda feira, 29 de Maio 2007
Hoje tivemos direito a um discurso melhorado no fim do treino.
Uma vez que praticamente não treinou (esqueceu-se do keiko-gi em casa) o senhor Osaka apenas orientou o treino e pôde observar melhor o que se passou com o povo.
Assim, quando o treino chegou ao fim, debruçou a sua atenção sobre a nossa atitude durante o ji-geiko a que assistiu e do qual fomos, obviamente, os protagonistas.
Segundo ele, todos nós estamos (ainda) muito preocupados em não ser atingidos. Levamos ji-geiko como se fosse competição só que sem o fighting spirit... ou seja, em vez de usarmos o combate livre como um meio de aperfeiçoar, e corrigir, o nosso kendo, ficamos numa zona onde devido ao "medo de perder" apenas amontoamos mais e mais defeitos.
Ji-geiko não é shiai.
Pode-se e deve-se arriscar e fazer coisas melhores e mais bem feitas. Não é preciso que se esteja constantemente "à defesa".
Não é vergonha sofrer, sei lá, de-gote se isso acontecer porque tentámos fazer uma técnica que não usamos habitualmente e que obviamente não saiu bem.
E nunca sairá e o "nível do kendo assim não evolui", concluiu o sensei Osaka, se não deixarmos de ter medo, ou vergonha, de ser atingidos pelos colegas de keiko.
E, em seguida... em seguida acabou.
Quarta há mais. Sayonara.
Hoje tivemos direito a um discurso melhorado no fim do treino.
Uma vez que praticamente não treinou (esqueceu-se do keiko-gi em casa) o senhor Osaka apenas orientou o treino e pôde observar melhor o que se passou com o povo.
Assim, quando o treino chegou ao fim, debruçou a sua atenção sobre a nossa atitude durante o ji-geiko a que assistiu e do qual fomos, obviamente, os protagonistas.
Segundo ele, todos nós estamos (ainda) muito preocupados em não ser atingidos. Levamos ji-geiko como se fosse competição só que sem o fighting spirit... ou seja, em vez de usarmos o combate livre como um meio de aperfeiçoar, e corrigir, o nosso kendo, ficamos numa zona onde devido ao "medo de perder" apenas amontoamos mais e mais defeitos.
Ji-geiko não é shiai.
Pode-se e deve-se arriscar e fazer coisas melhores e mais bem feitas. Não é preciso que se esteja constantemente "à defesa".
Não é vergonha sofrer, sei lá, de-gote se isso acontecer porque tentámos fazer uma técnica que não usamos habitualmente e que obviamente não saiu bem.
E nunca sairá e o "nível do kendo assim não evolui", concluiu o sensei Osaka, se não deixarmos de ter medo, ou vergonha, de ser atingidos pelos colegas de keiko.
E, em seguida... em seguida acabou.
Quarta há mais. Sayonara.
ELE HÁ COISAS...
É por estas (e por outras) que eu acho, cada vez mais, que o kendo é lindo, carago.
Reparem bem no jodan kamae do senhor da direita. Notam algo estranho???
http://www.youtube.com/watch?v=rqjbFYcpxD4
Isto só visto, de facto.
O sensei Osaka já me tinha falado nisto, mas como uma coisa que se usava no tempo da Maria Cachucha... mas eu NUNCA tinha visto ou imaginado ver sequer.
Reparem bem no jodan kamae do senhor da direita. Notam algo estranho???
http://www.youtube.com/watch?v=rqjbFYcpxD4
Isto só visto, de facto.
O sensei Osaka já me tinha falado nisto, mas como uma coisa que se usava no tempo da Maria Cachucha... mas eu NUNCA tinha visto ou imaginado ver sequer.
26.5.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 49
Sexta-feira, 26 de Maio 2007
Mais uma aula dedicada em grande parte a Bokuto Waza.
No final, depois de algum kakari-geiko à mistura com uns minutos de ji-geiko, as palavras do senhor Osaka foram dedicadas exclusivamente a incitar-nos a usar o que aprendemos com Bokuto ni Yoru Kendo Kihon Waza Keiko Ho para melhorar a qualidade do nosso kendo.
E reparem que ele não disse "para ser mais rápido" ou "para marcar mais ippons" ou coisa que o valha.
E pronto, lá se foi a primeira semana de sempre (que eu me lembre) em que todos os dias houve uma parte dedicada ao estudo de Bokuto Waza.
Abayo.
* Faz lembrar qualquer coisa... hum... kata???
Mais uma aula dedicada em grande parte a Bokuto Waza.
No final, depois de algum kakari-geiko à mistura com uns minutos de ji-geiko, as palavras do senhor Osaka foram dedicadas exclusivamente a incitar-nos a usar o que aprendemos com Bokuto ni Yoru Kendo Kihon Waza Keiko Ho para melhorar a qualidade do nosso kendo.
E reparem que ele não disse "para ser mais rápido" ou "para marcar mais ippons" ou coisa que o valha.
Não. Trata-se de aprender e compreender melhor ma-ai, a utilizar bem as partes certas do shinai, a deslocar-se correctamente*, etc, etc, tudo para poder ter um kendo mais bonito, mais bem feito.
Claro que se se aprender a fazer kendo mais elegante e de melhor qualidade, inevitavelmente também se aprenderá a marcar mais ippons e a ser mais rápido, mas o caminho deve ser percorrido da maneira correcta. Essa é que é essa.
E pronto, lá se foi a primeira semana de sempre (que eu me lembre) em que todos os dias houve uma parte dedicada ao estudo de Bokuto Waza.
Abayo.
* Faz lembrar qualquer coisa... hum... kata???
24.5.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 48
Quarta-feira, 23 de Maio 2007
Pela segunda vez, grande parte do treino foi dedicada a Bokuto Ni Yoru Waza.
Limámos umas arestas que permaneciam do primeiro treino e, quando re-agarrámos nos shinais, aproximámos a nossa técnica um pouquinho mais das técnicas com katana que estão na base do kendo moderno.
E essa é a ideia, por isso... só vantagens.
No fim, Osaka sensei realçou mais uma vez o papel fundamental de Motodachi (desta vez) na prática de Bokuto Waza.
- Se Motodachi é mau, Kakarité também é mau... tudo é mau.
E eu que fui o Motodachi dele durante todas as demonstrações... ups.
Pela segunda vez, grande parte do treino foi dedicada a Bokuto Ni Yoru Waza.
Limámos umas arestas que permaneciam do primeiro treino e, quando re-agarrámos nos shinais, aproximámos a nossa técnica um pouquinho mais das técnicas com katana que estão na base do kendo moderno.
E essa é a ideia, por isso... só vantagens.
No fim, Osaka sensei realçou mais uma vez o papel fundamental de Motodachi (desta vez) na prática de Bokuto Waza.
- Se Motodachi é mau, Kakarité também é mau... tudo é mau.
E eu que fui o Motodachi dele durante todas as demonstrações... ups.
23.5.07
IPPON-ME: SUTEMI-NO-ITTO E PECADO CAPITAL.
Diz um velho ditado do kendo que: “Deve-se praticar kata com o mesmo espírito de combate e praticar combate com o mesmo espírito de kata.”Na “descrição oficial” de Ippon-me o ataque que uchi-dachi executa é, entre outros pormenores, descrito como um ataque que contenha, e demonstre, sutemi.
Para ser mais exacto, o ataque em causa designa-se: men sutemi-no-itto.
(Fazemos aqui um pequeno intróito para dar algumas pistas aos leitores menos atentos acerca do assunto deste post. Para tal recorremos ao nosso já indispensável Dicionário de Kendo Japonês-Inglês, publicado pela Zen Nippon Kendo Renmei, que define o conceito de sutemi nos seguintes termos:
Sute-mi (subs.) – O estado de se entregar completamente (para cumprir um objectivo) mesmo que isso ponha em risco a própria vida; (durante um campeonato) atacar e tentar marcar com um único golpe, sem se preocupar com a eventual (Nota Trad.: e natural) reacção do adversário.)
Assim, e para o comprovar, depois de uchi-dachi ver o seu corte evitado por shi-dachi, vê-se ele próprio numa situação bastante vulnerável, simbolizada pela inclinação acentuada em que o seu corpo se encontra quando termina o mencionado kata.
Aquilo que em princípio parecia ser um ataque bem executado, compenetrado, um ataque “com tudo”, chamemos-lhe assim, terminaria com um resultado, no mínimo, difícil de suportar para o atacante, caso o recontro se tratasse de mais do que um mero exercício de treino, ou seja, terminaria com a sua morte.
Claro que isto podia facilmente levar-nos a considerações filosóficas intermináveis acerca do enquadramento tradicional do suícidio ritual na sociedade japonesa, ao seppuku (erradamente também conhecido como hara-kiri), aos kami-kaze, etc, etc, etc.
Mas não vamos por aí. A pergunta que me atormenta a alma de kendoka neste instante é mais ou menos esta: o ataque executado por uchi-dachi, e o tal sutemi que lhe está associado, representam a última esperança do atacante ou são, pelo contrário, (já) um sinal de desespero?
Afinal, sutemi é suicídio ou esperança?
Vamos lá então tentar dissecar um bocadinho mais ippon-me e o seu men sutemi-no-itto. Para tal vamos ter de recuar uns anitos, mais de uma centena deles, até 1906, ano em que o primeiro comité encarregado de criar uma versão unificada dos kata praticados pelos diferentes ryu(s) de kenjutsu apresentou a sua proposta.
Dirigido por Watanabe Noboru, o referido grupo de peritos apresentou os resultados dos seus esforços na forma de (apenas) 3 kata.: Jodan (ten=céu), Chudan (chi=terra) e Gedan (jin=humano).
Por motivos que não interessam agora, essa primeira versão nunca foi divulgada e seria preciso esperar até 1912, altura em que o segundo comité, composto por cinco dos maiores mestres de kenjutsu da época Negishi Shingoro, Tsuji Shimpei, Naito Takaharu, Monna Tadashi e Takano Sasaburo apresentou os Dai Nippon Teikoku Kendo Kata (Kendo Kata do Grande Japão Imperial) que consistiam em 7 kata de tachi contra tachi e 3 kata de tachi contra kodachi, para que se começasse a praticar kata de uma forma unificada e bastante semelhante à que ainda se pratica hoje.
Mas desse primeiro comité, para além da flagrante falha em conseguir convencer os seus conterrãneos das vantagens do seu método, desse primeiro comité alguma coisa ficou.
Na verdade, duas coisas essenciais permaneceram na versão de 1912. As guardas dos 3 primeiros kata permaneceram as mesmas, Jodan, Chudan e Gedan, e por outro lado, o facto de esses 3 primeiros kata terem sido criados e dirigidos especialmente para a aprendizagem das crianças nas escolas públicas.
E isto diz-nos o quê acerca de ippon-me? Bom, Ippon-me é uma kata muito especial, não só por ser a primeira, mas também pelos ensinamentos que encerra. Senão vejamos, quais seriam os “resultados práticos” para o atacante, uchi-dachi, dos 3 primeiros kata?
Ippon-me – Uchi-dachi morre.
Nihon-me - Uchi-dachi fica sem a mão direita, mas sobrevive.
Sambon-me - Uchi-dachi não fica ferido sequer, mas recebe uma lição de humildade e termina contemplando a morte, representada pela lâmina de shi-dachi colocada bem no meio dos seus olhos.
Tudo estaria “muito bem”, não fosse o facto de, segundo os princípios budistas, tirar a vida a qualquer ser vivo, SER O PECADO MAIS HEDIONDO QUE SE PODE COMETER.
“Ambos assumem jodan e encaminham-se um para o outro com auto-confiança...” assim diz a descrição original do kata. Ambos se apresentam em jodan-no-kamae. A kamae celeste, pontas dos sabres apontadas para o céu. Desta forma, ambos afirmam a justeza das suas convicções e a sua correcção. Este será um embate do certo contra o certo.
Como nenhum deles é movido pelo mal, em teoria, este combate será ganho pelo que apresentar, não só superioridade técnica, mas sim um melhor entendimento de shin-ki-ryoku-itchi (a união da mente, do espirito e da técnica).
Vista desta forma, Ippon-me é bem ilustrativa do primeiro estágio de aprendizagem da via da espada, pois representa o poder e a habilidade técnica necessárias à aplicação daquilo que se acredita ser certo.
Mas, e perguntarão, está certo matar? Mesmo na situação descrita, em que nos tentam matar a nós primeiro? A importância dos princípios do Budismo no Budo nunca deve ser minimizada. De acordo com os principios budistas, já o disse antes, não. Não está certo. E para o provar, na verdade, para se penitenciar do pecado que é tirar a vida a outro ser, a atitude de shi-dachi irá mudar nos dois katas seguintes.
E sutemi, no meio de isto tudo? Voltaremos a falar acerca do assunto no próximo post intitulado
NIHON-ME: A REDENÇÃO.
Até.
21.5.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 47
Segunda-feira, 21 de Maio 2007
Bokuto ni Yoru Kendo Kihon Waza Keiko Ho. Pela primeira vez, hoje, pratiquei-o dirigido pelo sensei Osaka.
Já tinha tido keiko de Bokuto Waza em Kitamoto, mas nunca com o senhor Osaka. Foi uma experiência enriquecedora.
É que, ao contrário de muita gente, que o considera como uma coisa ideal para crianças e jovens liceais, eu, desde o primeiro momento que tive contacto com ele, acho que Bokuto Waza é uma das melhores maneiras de ensinar (e compreender) as origens das técnicas que utilizamos todos os dias com o shinai. Um pouco como kendo kata, só que mais simples.
A utilização correcta do shinogi, a noção de ma-ai... hasuji... está lá tudo.
E sem nenhuma das preocupações estéticas e formais de kendo kata. Tão simples, na verdade.
No fim, depois de 100 kirikaeshi, o sensei disse-nos apenas que 100 (às vezes 200) era como se fazia no Japão antes de acabar um treino normal.
E voltou a insistir num sho-men uchi forte (como um ippon) sempre no final de cada série.
E pronto, quarta há mais.
Bokuto ni Yoru Kendo Kihon Waza Keiko Ho. Pela primeira vez, hoje, pratiquei-o dirigido pelo sensei Osaka.
Já tinha tido keiko de Bokuto Waza em Kitamoto, mas nunca com o senhor Osaka. Foi uma experiência enriquecedora.
É que, ao contrário de muita gente, que o considera como uma coisa ideal para crianças e jovens liceais, eu, desde o primeiro momento que tive contacto com ele, acho que Bokuto Waza é uma das melhores maneiras de ensinar (e compreender) as origens das técnicas que utilizamos todos os dias com o shinai. Um pouco como kendo kata, só que mais simples.
A utilização correcta do shinogi, a noção de ma-ai... hasuji... está lá tudo.
E sem nenhuma das preocupações estéticas e formais de kendo kata. Tão simples, na verdade.
No fim, depois de 100 kirikaeshi, o sensei disse-nos apenas que 100 (às vezes 200) era como se fazia no Japão antes de acabar um treino normal.
E voltou a insistir num sho-men uchi forte (como um ippon) sempre no final de cada série.
E pronto, quarta há mais.
19.5.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 46
Sexta-feira, 18 de Maio 2007.
"Mais calor, mais kiai."
Foram estas as únicas palavras do sensei Osaka no dia em que, 3 meses depois, voltei a fazer ji-geiko contra ele.
Está forte.
Nem me atrevi a fazer jodan. Usar a minha "arma secreta" contra ele? Só ia servir para ficar ainda mais deprimido em relação às minhas actuais (e muito pobres) capacidades de "gestão simbólica de conflitos".
Levei uma tareia em chudan e já foi muito bom.
Está muito forte.
Fui-me.
"Mais calor, mais kiai."
Foram estas as únicas palavras do sensei Osaka no dia em que, 3 meses depois, voltei a fazer ji-geiko contra ele.
Está forte.
Nem me atrevi a fazer jodan. Usar a minha "arma secreta" contra ele? Só ia servir para ficar ainda mais deprimido em relação às minhas actuais (e muito pobres) capacidades de "gestão simbólica de conflitos".
Levei uma tareia em chudan e já foi muito bom.
Está muito forte.
Fui-me.
17.5.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 45
Quarta-feira, 16 de Maio 2007
A aula foi calma hoje.
Toda a gente achou isso.
Até EU achei isso, mesmo depois de quase 3 meses sem treinar.
Foi calma... kirikaeshi, kakari-geiko, ji-geiko... alto lá.
Uma aula assim tem todos os ingredientes para ser uma aula espectacular. Se calhar, e talvez devido à minha pequena constipação, não dei tudo o que tinha para dar... ?
Pois foi acerca disso mesmo, de dar tudo, que o sensei Osaka falou no fim do treino. Especificamente, acerca de dar tudo no sho-men que antecede, e que conclui, cada série de sayu-men de cada kirikaeshi.
Segundo ele, sho-men num kirikaeshi deve ser SEMPRE executado como se fosse para marcar ippon.
Por outras palavras, com todo o ki-ken-tai no itchi que se arranjar lá no fundo do... do... pulmão, ou de onde quer que seja que se vai buscar a força para fazer cada kirikaeshi nosso de cada dia... de keiko.
Pronto. Foi só... ah... também falou da distãncia ideal para se executar kirikaeshi, mas acho que isso ninguém ouviu.
Nunca ninguém ouve.
Até sexta.
A aula foi calma hoje.
Toda a gente achou isso.
Até EU achei isso, mesmo depois de quase 3 meses sem treinar.
Foi calma... kirikaeshi, kakari-geiko, ji-geiko... alto lá.
Uma aula assim tem todos os ingredientes para ser uma aula espectacular. Se calhar, e talvez devido à minha pequena constipação, não dei tudo o que tinha para dar... ?
Pois foi acerca disso mesmo, de dar tudo, que o sensei Osaka falou no fim do treino. Especificamente, acerca de dar tudo no sho-men que antecede, e que conclui, cada série de sayu-men de cada kirikaeshi.
Segundo ele, sho-men num kirikaeshi deve ser SEMPRE executado como se fosse para marcar ippon.
Por outras palavras, com todo o ki-ken-tai no itchi que se arranjar lá no fundo do... do... pulmão, ou de onde quer que seja que se vai buscar a força para fazer cada kirikaeshi nosso de cada dia... de keiko.
Pronto. Foi só... ah... também falou da distãncia ideal para se executar kirikaeshi, mas acho que isso ninguém ouviu.
Nunca ninguém ouve.
Até sexta.
15.5.07
FUDOSHIN
Fudoshin significa "mente imóvel" (ou amovível) e é um conceito comum a outras artes marciais para além do kendo.
Fudoshin é também o título de um documentário dedicado a Miyazaki Masahiro.
Olha o trailer aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=z9TKs0tzlLM
O homem é o maior.
O quê? Eiga?... Oh pá, não me façam rir que tenho cieiro nos lábios...
Fudoshin é também o título de um documentário dedicado a Miyazaki Masahiro.
Olha o trailer aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=z9TKs0tzlLM
O homem é o maior.
O quê? Eiga?... Oh pá, não me façam rir que tenho cieiro nos lábios...
10.5.07
PORTUGAL VERSUS SUÉCIA ( 21º EKC, LISBOA)
Andava eu a dar um passeio pelos video-googles e youtubes da vida quando descobri isto:
http://video.google.com/videoplay?docid=6150096272023145695&q=kendo+portugal
Não sei a origem e, na verdade, nem me preocupo em saber.
Mas é interessante.
http://video.google.com/videoplay?docid=6150096272023145695&q=kendo+portugal
Não sei a origem e, na verdade, nem me preocupo em saber.
Mas é interessante.
9.5.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 44
Quarta feira, 9 de Maio 2007
Dia fixe, calminho. Não "morri" pelo caminho.
Kirikaeshi (claro), shomen-uchi, uchikomi-geiko, kakari-geiko... o costume. e um bocadinho, uns 5 minutos ou 6, de ji-geikooooo. Ahahahah.
Há 3 meses que não fazia ji-geiko. Que gozo. Combati com o Jorge e depois com o Joni. Devo ter estado muito mal... mas soube muito bem. E quando já me sentia mais à-vontade e comecei a fazer jodan contra o "semi-japonês"... acabou-se o ji-geiko.
No fim, o sensei referiu que quando se faz treino com vários motodachi, como foi o caso de hoje, deve sempre procurar-se um motodachi que esteja livre e nunca empatar ou ficar a olhar sem treinar.
E disse outra coisa qualquer que agora não me lembro. Deve ter sido qualquer coisa relacionada com tentar fazer bem kirikaeshi, uchikomi-geiko e kakari-geiko. É que essa é a única forma de o kendo se tornar mais forte, mais definido... numa palavra: melhor.
É isso mesmo. Foi isso mesmo que ele disse.
E "magister dixit" está dixito.
Dia fixe, calminho. Não "morri" pelo caminho.
Kirikaeshi (claro), shomen-uchi, uchikomi-geiko, kakari-geiko... o costume. e um bocadinho, uns 5 minutos ou 6, de ji-geikooooo. Ahahahah.
Há 3 meses que não fazia ji-geiko. Que gozo. Combati com o Jorge e depois com o Joni. Devo ter estado muito mal... mas soube muito bem. E quando já me sentia mais à-vontade e comecei a fazer jodan contra o "semi-japonês"... acabou-se o ji-geiko.
No fim, o sensei referiu que quando se faz treino com vários motodachi, como foi o caso de hoje, deve sempre procurar-se um motodachi que esteja livre e nunca empatar ou ficar a olhar sem treinar.
E disse outra coisa qualquer que agora não me lembro. Deve ter sido qualquer coisa relacionada com tentar fazer bem kirikaeshi, uchikomi-geiko e kakari-geiko. É que essa é a única forma de o kendo se tornar mais forte, mais definido... numa palavra: melhor.
É isso mesmo. Foi isso mesmo que ele disse.
E "magister dixit" está dixito.
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