11.10.07

A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 72

Quarta-feira, 10 de Outubro 2007

Mais um dia de treino.
Mais kiri-kaeshi, mais kakari-geiko, mais ji-geiko.
Mais coisas boas e mais coisas más.
Mais tentivas e mais erros.
Mais paciência e mais perseverança.
Mais vontade de melhorar hoje para fazer mais e melhor no próximo treino.
Mais keiko... só isso... mais nada.





Assim não. Tá tudo mal... tudo.



No final do treino o sensei apenas referiu muito brevemente que alguns dos mais novos ainda não acertam com a posição correcta dos pés, quando em chudan-kamae. Nomeadamente no que à distância entre os ditos diz respeito. Muito juntos, muito afastados, em linha... para acabar de vez com a questão ficou registado que a distância é aproximadamente a mesma que em shizentai (posição natural com os pés lado-a-lado). Assim:

Assim, sim... tudo bem.

E pronto, lá fomos à vida. Pr'a próxima há mais.

10.10.07

O ANO PASSADO FOI ASSIM:

54os Campeonatos Nacionais Absolutos de Kendo do Japão.

Uchimura ganha face a Furusawa. Foi assim no ano passado. Este ano, no dia 3 de Novembro, há mais.

9.10.07

A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 71

Segunda–feira, 8 de Outubro 2007

Ashi-sabaki. Okuri-ashi, ayumi-ashi, etc, etc.
As nossas aulas (em Lisboa, pelo menos) comportam, normalmente, nalguma fase do keiko, um pouco de ashi-sabaki.
E foi precisamente sobre ashi-sabaki que o sensei debruçou a sua atenção no dia de hoje.
Mais exactamente sobre a utilização de okuri-ashi durante ji-geiko (ou shiai) o que, para quem pensava que os deslocamentos todos que existem no kendo são só para aquecer, pode ter sido uma grande surpresa.
Mas não. Aquela maneira “manhosa” de se deslocar... SURPRESA... tem aplicações práticas. Pois é.
Então vamos lá ver se consigo repetir como deve ser o que ele nos explicou.

No começo do combate os shinais encontram-se a uma distância maior que issoku-itto-no-ma, ou seja, a uma distância maior que um passo. Para poder desferir yuko-datotsu, é necessário, portanto, encurtar a distância.

O que o sensei nos dizia era que, depois de a primeira deslocação para entrar na distância ter sido feita, o pé de trás deve ser colocado (oculto pelo hakama) mais próximo do pé da frente do que o habitual.

Por outras palavras, aquilo que aos olhos do adversário parece ser uma situação de, lá está, issoku-itto-no-ma é, na verdade, uma posição vantajosa para nós.
Porquê? Porque o pé esquerdo, o pé de impulso, se encontra mais avançado, permitindo assim ganhar uns centímetros mais que podem ser vitais.
Se bem executado, este pequeno estratagema pode ser encarado como uma vantagem real.
Quer dizer, apesar de os shinais se encontrarem em issoku-itto-no-ma, o kendoka que se desloca encontra-se, na realidade, já muito próximo de SHIKA-MA.
E estar em shika-ma, como a gente sabe, é muito perigoso. Basta já ter combatido contra o senhor Osaka uma vez para perceber isso.

El Presidente, esse é que rejubilava de alegria. Finalmente, agora é que vai ganhar todos os combates contra o sensei.

- Era só o que faltava saber! Era aquilo do outro dia e mais isto hoje. - confessou emocionado e continuou – Agora sim, está mesmo, mesmo, mesmo, tramado comigo.

Suspiro.

3.10.07

A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 70


Quarta-feira, 3 de Outubro, 2007

Foi mais um dia de treino, normal, sem grandes sobressaltos.

Um daqueles dias em que nada de especial acontece. Apenas um que se cumpre o desejo de treinar apenas pelo prazer de treinar. Em que se trabalha, se melhora, em que se descobre, quando se pensa nisso depois, que é destes treinos que a nossa evolução como kendokas e como pessoas é feita: ao depararmo-nos com os nossos erros, mas também com alguns progressos... dia após dia após dia após dia após dia....

Qualquer hachidan vos dirá que um estágio com um personagem XPTO qualquer é muito interessante, que a participação em shiai é fundamental, etc, etc, mas de certeza que também vos dirá que, sem sombra de dúvida, o mais importante (mesmo) do kendo é o keiko de todos os dias.

O keiko de hoje foi um bocadinho mais de isso mesmo, mais um bocadinho do todo.

Senti-me muito bem a fazer kirikaeshi, hoje. Estava fluido, rápido mas sem ser "a abrir", com kime no fim dos cortes, mas sem estar excessivamente contraído... foi fixe. Fiz bom ji-geiko, honesto... nada de espanpanante (isso já lá vai) mas eficaz, relaxado... senti-me bem.

No fim, o sensei referiu que, ao executar men, certas pessoas "cortam muito curto".

Quer isso dizer apontam muito para a zona da testa e acertam no men praticamente só com o sakigawa do shinai, e, segundo ele, isso pode ser bastante ineficaz. Basta que o adversário recue a cabeça um nadinha e o shinai só acertará no ar. Conselho do senhor Osaka? Usar todo o datotsubu do shinai (a "parte boa da lâmina") e não apenas a ponta do mesmo. Cortar mais fundo, disse ele.

E mais não disse.

Até.

2.10.07

A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 69

Segunda-feira, 1 de Outubro 2007

Chushin sen, a linha central, também conhecida como seimei sen ou linha vital.

É impressionante como, com o passar do tempo, nos esquecemos das coisas mais importantes. Quando as incorporamos e elas passam a fazer parte de nós... pois, muito bem.
O problema é que muitas vezes nos esquecemos pura e simplesmente delas.
Como é o caso de chushin sen.

Até um dia, hoje por exemplo, em que o senhor Osaka nos volta a chamar a atenção para o facto de "ocupar" a linha central de um combate ser essencial para o sucesso no mesmo.

É que não há espaço nessa linha para dois shinais. Chushin sen é muito estreita, muito fina. Tão fina que só existe espaço nela para uma lãmina vitoriosa. E é preciso que o nosso shinai seja essa lâmina. Uma lâmina viva, por oposição à do adversário, que se deseja morta.

Por isso, dizia o sensei Osaka, quando se executa uma técnica, men por exemplo, é preciso que sejamos sempre nós o ocupante do espaço de chushin sen. Mesmo (e sobretudo?) durante o percurso do shinai até chegar ao datotsubui escolhido.
É que, se não formos nós, foi o adversário; e nesse caso, já estamos "mortos".

E dizia-me El Presidente depois das palavras do sensei:

- Ah, então é por isso que ele nos vence sempre. Agora já sabemos o segredo dele... está tramado.

Continua a sonhar, Nuno.

Abayo.

1.10.07

EU E O TORNEIO LX 2007

ou

Relato das desventuras em busca de um jodan-kamae mais eficaz.

Tame, tame – dizia-me o senhor Osaka – falta tame*.
Tudo o que pude responder-lhe foi acenar a cabeça num reconhecido desespero de causa. Eu sabia que ele tinha razão, só não percebia porquê.

É claro que por essa altura, no fim das pools e depois de ter sido “apurado” sem ter sequer marcado um único ponto, já me tinha apercebido, pelo menos, que algo não estava a funcionar. Mas o quê? O que é que não estava a funcionar?
Maai. A distância. Durante toda a minha participação neste torneio, falhei constantemente no meu obectivo de encontrar a distância ideal para combater.

E claro que se maai não está a funcionar, seme também não funciona e é muito pouco provável (impossível!) que tame exista sequer, quanto mais que funcione.

O mais frustrante é que tudo o que me aconteceu no Torneio de Lisboa 2007, aconteceu resultado, como sempre, das melhores intenções. Durante o Verão, fruto de algumas leituras e de alguns videos “peregrinos” tive uma epifânia. E partilhei-a com o sensei em busca de aprovação. E devo dizer que ele não colocou quaisquer reservas às minhas observações.

Então, a coisa é (deveria ser) mais ou menos assim: a posição clássica** de jodan-kamae diz-nos que a mão esquerda deve estar colocada a “um punho de distância” da testa.
Ora, certo sensei japonês, muito conhecido por utilizar frequentemente jodan-kamae e que ganhou três campeonatos do Japão combatendo dessa maneira, entre outras coisas, afirma que, em shiai, deve-se colocar a mão esquerda, não a um punho de distância, mas sim a dois punhos de distância da testa.

Objectivos práticos? A mão esquerda está mais próxima do adversário, logo tem de percorrer menos espaço para o atingir mas, ao mesmo tempo, apesar de estar mais próxima, tem “um punho a mais de distãncia para recolher” face a um eventual, e sempre esperado, ataque em age-gote por parte do oponente.
Digam lá, isto é o melhor de dois mundos ou isto é mesmo o melhor de dois mundos? Pois digo-vos eu, para quem combate em jodan É O MELHOR DE DOIS MUNDOS.

Agora, se tudo isso é realmente fácil de dizer, é mais fácil de dizer do que de fazer.

E maai? Em que é que ficamos quanto à distãncia do corpo? O novo posicionamento do meu braço esquerdo (muito mais “atrevido”) colocou-me imensos problemas em relação ao lugar que o tronco deve ocupar nesta nova equação.

Numa certa altura, um dos sempai dizia-me que eu estava, e passo a citar, “inclinado para a frente”. Ora quando se está, e só tenho de acreditar nas palavras dele, inclinado para a frente é muito difícil que a parte inferior do corpo, necessária para uma boa execução de qualquer katate-waza, tenha a mesma velocidade, a mesma capacidade arranque, que é como quem diz, a mesma eficácia.

Por outro lado, uma das coisas que o sensei Osaka me tinha dito, há uma data de tempo atrás, da última vez que me tinha visto combater em jodan-kamae, é que eu preciso de ter o shinai mais visível. Não tão para trás. Quanto mais presente estiver o shinai, no campo de visão do adversário, mais ameaçadora se torna a kamae e mais forte é o seme da mesma. Outra preocupação.

Em resumo, chegar aos quartos-de-final depois de um ano sem fazer shiai, diria, numa primeira análise, que não foi mau. Agora, chegar aos quartos-de-final sem marcar qualquer ippon, à custa de hansoku, foi mesmo fantástico...

Foi fantasticamente mau.

*ver post Maai, Hyoshi e Yomi 3 (Dezembro 2006);

**tal como se aprende em Nihon Kendo Kata Ipponme;

30.9.07

E OS VENCEDORES SÃO:

Os felizes vencedores na tradicional foto com os seus prémios.


O representante da e-bogu, Dr. Sérgio Andrade,
com o Kendoka Revelação 2007.

Pedro Marques e Joni Duarte.
Respectivamente “Kendoka Revelação” e “Kendoka do Ano” 2007.

Eleitos apenas pelos seus pares, como convém.

Muitos parabéns a ambos.

Agradecimentos especiais à e-bogu, pelo patrocínio e apoio, e a todos os que votaram, pela sua participação nesta, obrigatoriamente modesta, acção promocional do kendo e dos kendokas protugueses.

29.9.07

USAGI AWARDS 1ºS RESULTADOS

Estão eleitos os dois vencedores do ano.

Por agora, o que posso revelar é que um é de Lisboa e outro não.

Pronto. Pró ano talvez haja mais. Veremos.

28.9.07

FIM DE PRAZO: 22 HORAS


Faltam horas apenas para se saber quem serão os "Kendoka do Ano" e "Kendoka Revelação" do ano de 2007.

Os Usagi San Awards 2007, nunca é demais salientar, contam este ano com o gentil e exclusivo patrocínio da E-Bogu Portugal.

As "urnas" encerram hoje às 22 horas TMG e as "estatuetas" estão prontas, faltando apenas preencher o espaço onde brilharão os nomes dos eleitos.

Os prémios serão entregues amanhã, 29 de Setembro, durante o Torneio de Lisboa.

Se ainda não votou, já sabe pode fazê-lo até às 22 horas de hoje para o email:

Até amanhã.

26.9.07

USAGI SAN AWARDS EM 2008?

Faltam aproximadamente 48 horas para o final da votação nos Usagi San Awards 2007.

O ano passado, por esta altura, o vencedor estava quase definido e a votação tinha já sido muito superior à deste ano.

O que põe em questão uma data de coisas. A começar pela continuação ou não da existência deste blog.

É que, se por um lado, os números de visitantes nunca foi tão alto, por outro, nunca a interacção entre os visitantes e o "corpo editorial" do mesmo foi tão baixa.

Eu não me vou queixar que esta coisa de blogar dá muito trabalho, não dá. Pelo menos a mim, não me dá. Sempre fiz questão de ter este blog a funcionar por uma questão de prazer.

Nunca tive um milímetro de espaço ocupado com anúncios.

Para poder ter a lata de pedir coisas a outras pessoas, nomeadamente textos para traduzir ao Sensei Tokitsu, ao Sensei Honda ou ao Dr Alex Bennett, só para citar alguns daqueles que andei a melgar ao longo destes anos, sempre achei vital que ninguém pudesse, de maneira nenhuma, encontrar nestas páginas algo que fosse visto como tendo sido criado com espírito comercial ou com objectivo de lucro.

Quando eu era miúdo, e praticava karate, nos longínquos anos do milénio passado, lembro-me bem da seca que era ter de esperar um mês (às vezes vários, porque a distribuidora portuguesa fazia gato-sapato dos leitores) pela edição de uma revista francesa chamada "karate". Aquelas dezenas de páginas (em princípio) mensais eram um oásis de informação para o praticante faminto de notícias.

Hoje, para a maior parte dos praticantes de budo nacionais, essa é uma realidade completamente desconhecida, e apesar de não haver muita coisa sobre kendo e em português na net, sei que posso acabar com este blog a qualquer momento e ficar com a minha consciência tranquila.

A quantidade de informação acumulada ao longo destes poucos anos já me deixaria, se fosse outra vez um puto de 13/14 anos faminto de informação, totalmente saciado... bom, pelo menos por uns tempos.

Tudo isto para chegar ao ponto crucial deste desabafo, meus caros poucos e fiéis (e egoístas) leitores, e que é o seguinte:

Se esta votação tiver menos votantes que a do ano passado é um sinal claro, para mim pelo menos, que não ando aqui a fazer nada.
É sinal que as pessoas se fartaram, que este blog deixou de fazer qualquer sentido e que, naturalmente e sem quaisquer ressentimentos, está na altura de partir para outra.

Agora é convosco.

25.9.07

A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 68

Segunda-feira, 24 de Setembro 2007

Hoje não me apetecia nada ir treinar. MESMO NADA. Talvez por isso, o treino não me soube bem. Não soube.
Arrastei-me até à escola secundária Patrício Prazeres em busca da motivação, mas a coisa não estava mesmo a funcionar. Para agravar as coisas o sensei atrasou-se e tive de orientar o começo do treino anterior ao aquecimento; depois, dei o aquecimento e ainda o tai-so mal tinha começado e já eu suava que nem um animalzinho.
Depois o senhor Osaka chegou, mas o meu pé, em contra-partida, deixou de funcionar, depois as minhas costas começaram a ficar doridas... enfim, p'ra esquecer. Fiz uns kirikaeshi sofríveis, uns kakari-geiko medrosos (não é merdosos, não chegou a tanto) e uns ji-geiko a todos os níveis miseráveis...

Por fim, a aula lá terminou. E o sensei realçou, nas suas palavras finais, que quando fazemos kakari-geiko o melhor é fazer sempre as técnicas o mais directas possível, sem grandes floreados. Virar rápido, bater rápido, passar rápido; virar rápido, bater ráp... hum... perceberam a ideia, certo?
E pronto, aí acabou a parte da aula.

DEPOIS, depois veio a parte engraçada. Dei boleia ao sensei e ao Joni de volta para casa.
E eles lá iam alegremente a tagarelar naquela língua desgraçada que ambos falam quando, às tantas, o senhor Osaka se vira e me diz que o Joni queria saber como é que fazia (bem) uma técnica qualquer (eles falavam de kaeshi-do, creio eu). Qual era o "segredo", salvo seja.

A resposta não podia ser mais simples, e mais japonesa. Não tem a ver com a maneira como se coloca o shinai durante o kaeshi, não tem a ver com timing, não tem a ver com nada disso... mas tem a ver com isso TUDO.
Em resumo, só se consegue fazer um bom kaeshi-do, ou outra coisa qualquer, treinando muito. O senhor de La Palice deve ter dado piruetas de alegria no seu caixão.

Treino. Mais nada.

23.9.07

FAVORITOS 3


E segue a apresentação de alguns dos meus momentos favoritos, retirados da net; neste caso hiki-men.

22.9.07

PERO QUE LAS AY LAS AY

Como rentabilizar, ou pelo menos, amortizar as despesas de deslocação de uma equipa nacional a campeonatos internacionais? Como fazer para que "aquele kendoka" que até devia estar presente, porque faz falta à equipa, possa viajar com o resto da comitiva, apesar de não ter dinheiro para pagar as suas viagens?
A resposta inevitavelmente passa sempre pelo mesmo: patrocínios.
Mas só quem já alguma vez passou pelo processo sabe como é estranho o mundo dos patrocínios no kendo desportivo.
Ao contrário dos praticantes de certas modalidades marciais, cujo keiko-gi parece um filho ilegítimo, gerado durante um bacanal entre praticantes e anunciantes, os anúncios de patrocinadores no keiko-gi e no kendo-gu dos kendokas é ainda bastante raro.
Mas já existe.

E já não é só nos tenogi's ou nos fatos de treino das selecções... ou ainda aquele discreto quadradinho nos hakamas da e-bogu.

Mais fotos do campeonato do mundo de Taiwan em:
http://www.simulacre.org/wordpress/photos/album/72157594416796101/

Como se pode ver nesta foto da selecção coreana presente nos 13ºs Campeonatos do Mundo, a publicidade nos equipamentos de kendo está a chegar. Devagarinho, discretamente, mas está MESMO a chegar.

Só falta perguntar: então e a Nokia em Portugal? Vai um patrociniozinho, hein?

A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 67

Sexta-feira, 21 de Setembro 2007

Dia calmo, treino tranquilo. Tudo como quarta-feira, apenas com mais ji-geiko.
Vê-se que o Torneio de Lisboa está à porta, sente-se no ar a vontade de combater, o desejo de esmagar os adversá... ups... bom, quero dizer, o pessoal está realmente contente por se voltar a sentir bem outra vez.
Os ataques já fluem de outra maneira, os reflexos estão mais vivos, os encadeamentos sucedem-se... enfim, está-se calma mas resolutamente a voltar à boa-forma anterior às férias.
Fiz um bom ji-geiko contra o senhor Osaka. Levei menos pazada que o habitual. Fiquei muito contente com isso.

No fim, o sensei dedicou poucas palavras a este treino dizendo apenas que o nosso kiri-kaeshi (para não variar) precisa de mais vigor.

Foi mais uma semana de treinos que assim acabou e esta já ninguém ma tira.

Até 2ª.

19.9.07

A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 66

Quarta-feira, 19 de Setembro 2007

O dia hoje foi complicado para mim.
O meu tornozelo esquerdo não anda bom e passo metade do tempo a "defender-me" de o utilizar; moral da história: o tornozelo direito, sobrecarregado, começa (também) a incomodar-me. Isto a partir de uma certa idade...

Enfim, mais um dia de mawari-geiko, com bokuto (ni yoru kendo kihon) waza (keiko ho), kiri-kaeshi, sho-men-uchi e, por fim, um bom bocado de ji-geiko. Para o fim do ji-geiko treinei um pouco em hidari-jodan-kamae contra o meu irmão.
Ainda não os consigo acertar todos, mas os ataques katate-kote começam a sair melhor. Ao menos já sinto o corte. É assim uma coisa tipo... ki.... ken-tai, ou às vezes, ki-tai sem ken, ou ki-ken mas o corpo chega atrasado... ou não chega nunca :-D.
Mas isso não me preocupa muito. Quando comecei a fazer jodan tinha precisamente o mesmo problema com men mas, no entanto, agora já sei com antecedência se o katate-men vai ser bom ou não.

Toda esta conversa acerca de jodan porquê? Pois... o problema foi que as palavras finais do sensei Osaka se centraram sobre a tendência que muitos têm de, durante o ji-geiko, afastarem demasiado os pés um do outro, perdendo assim alguma capacidade de impulso que pode ser crucial.

E eu faço isso. Sobretudo quando combato em jodan. Raios, será por isso?

18.9.07

A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 64 E 65

Sexta-feira, 14 e segunda-feira, 17 de Setembro 2007

Eu sei, eu sei, outra vez dois de uma vez, mas o que querem? Ele fala pouco ultimamente.

Então na sexta, apesar de poucas, as palavras do senhor Osaka remeteram para um assunto bastante importante: fumikomi-ashi. De facto, não me lembro agora (e não me apetece ir ler os post's anteriores todos), mas creio que poucas vezes o ouvi, pelo menos no fim das aulas, mencionar fumikomi-ashi. O gesto de "pisar" com força com o pé direito quando se executa um (qualquer que seja) ataque.

Mais fumikomi, o pé ao mesmo tempo do shinai, forte, disse.

E a verdade é que fumikomi-ashi está profundamente relacionado com ki-ken-tai no ichi e portanto, com a essência do kendo moderno.
Para lá do facto, óbvio, de uma boa "patada" fornecer um apoio maior no instante em que o corpo (que se desloca) mais precisa dele, outros valores mais altos se levantam.
Por exemplo, uma vez que o pé deve atingir o solo no mesmo momento em que o shinai atinge um dos datotsu-bui do adversário, quase que pode dizer-se que um bom fumikomi-ashi é já dois terços de um ippon.
Se tudo correr como deve ser, no instante de fumikomi-ashi, o pé já "levou consigo" o ken (espada) e o tai (corpo).

Outra coisa que ele mencionou, já não para o grupo mas em resposta a uma pergunta do meu irmão, relaciona-se com kiri-kaeshi e com o "eterno problema de chocar ou não chocar", ou seja, depois de sho-men, e antes de se iniciar cada uma das séries de 9 sayu-men, deve-se fazer ou não fazer tai-atari? Segundo este 7º dan, sim. E não.
Sim, quando se é um praticante já com algum tempo de keiko (não sendo, no entanto, o gesto obrigatório), e definitivamente não, se se é um principiante.

Ontem, segunda-feira, o sensei disse-nos apenas que, quando se faz kakari-geiko, que aliás temos feito em fartura, não se deve executar movimentos circulares com o shinai, mas sim ser o mais directo possível nas trajectórias. Toda a gente disse "hai", alto e bom som, e em seguida toda a gente olhou para o Sousa... até o Sousa ;-).

Até quarta e bom keiko.

E não se esqueçam de votar nos Usagi San Awards.

17.9.07

FAVORITOS 2

Mais um dos meus videos favoritos de sempre na net. Desta vez um fantástico tsuki executado por uma aluna de um liceu de Kyoto.

Eis o significado da expressão: "right to the point".

12.9.07

A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 62 E 63

Segunda-feira 10 e quarta-feira 12 de Setembro 2007.

Tanto na segunda-feira como hoje os treinos foram bastantes calmos.
De facto, creio que estamos todos ainda um pouco em recuperação.
Até o senhor Osaka foi bastante parco nas palavras, tanto no último treino como hoje.

Na segunda-feira relembrou (isto do Verão apaga muitas memórias) apenas que o último men de cada kiri-kaeshi deve ser feito com determinação, determinação própria de ippon.

Hoje a sua mensagem virou-se para a mão esquerda (há já algum tempo que ele não nos lembrava da importância da mão esquerda no kendo) e para maneira como se deve agarrar a extremidade do shinai: fazendo força apenas com os três dedos "finais" da mão... mínimo, anelar e médio.

Foi isto... 6ª há mais.

USAGI AWARDS SPONSORED BY...

BRINDES PARA OS ELEITOS.

Ora bem, a trama adensa-se.

Como se não bastasse a emoção da própria eleição, uma empresa (multinacional) líder do ramo da venda de equipamento de kendo e de outras artes mar... pronto... a e-bogu... a e-bogu, dizia, ligou-se a este grandioso evento e, num gesto patrocinatório sem precedentes, num primeiro tempo propôs oferecer cerca de € 50.000 para cada um dos eleitos (e € 30.000 para mim).

Depois de alguma discussão acabámos por acordar em OFERECER UM FANTÁSTICO SHINAI RENGI a cada um dos vencedores.

Para saber o que é um shinai Renji basta ir até: http://www.e-bogu.com.pt/index.php?cPath=21_25

Agora só falta o patrocínio da FNAC... digo eu...

9.9.07

OK, EIS AS REGRAS.

ELEIÇÃO PRÉMIOS USAGI SAN 2007

Art. 1º - Os e-mails devem ter escrito no subject (assunto/título) da mensagem o texto "Votação 2007" (ou coisa semelhante que ajude e simplifique a identificação imediata do mesmo).
Art. 2º - A mensagem deve conter obrigatoriamente os dois votos: Kendoka do Ano e Kendoka Revelação.
Art. 3º - Não podem votar na mesma pessoa para ambos os títulos.

Art. 4º - Os remetentes devem identificar-se com nome, associação e respectivo nº de associado.
Art. 5º - São elegíveis todos e quaisquer praticantes de cada uma das diferentes associações, independentemente do tempo de prática e/ou graduação (a este propósito ver tb Alínea única).
Alínea única - Por uma questão de princípio, estão excluídos da votação, tal como no ano passado, quaisquer colaboradores deste blog (eu) e o Sensei Osaka Masakiyo.

Okini e continuem a mandar postais.