29.1.08
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 99
Segunda-feira, 29 de Janeiro 2008
Esta coisa de estar fora às 6ªs está a afectar (bastante) o meu (pouco?) rendimento nas aulas.
O meu ritmo está muito baixo e felizmente não fizemos ji-geiko, pois creio que teria sido facilmente destruído, arrasado, obliterado, escangalhado, desmembrado, estropiado, atomizado, desfeito, liquidificado, moído, espremido, anulado, espancado, espalmado, reduzido à minha parcela mais ínfi... enfim, percebem o que quero dizer? Certo?
O treino nem foi muito puxado, mas não estou mesmo com pedalada.
Ainda mal tinha acabado de chegar do Algarve, arrumei a tralha e lá fui eu para a Patrício Prazeres. Ontem havia poucos principiantes o que indicaria quase automaticamente um treino mais duro, mas o sensei não estava para aí virado. Foi um keiko bastante energético, chamemos-lhe assim, mas aguentei-me à bronca sem grandes problemas. Também, como já disse antes, muito "graças ao facto" de não ter havido ji-geiko, ou kakari-geiko, senão seria com certeza desancado, despedaç... hum... é a PDI, não levem a mal.
No final do keiko, o sensei enfatizou a importância de fazer coincidir o fumikomi-ashi, a "patada no chão", com o momento do impacto do shinai no alvo escolhido. Quer seja no caso de um ataque só ou, por exemplo, como demonstrou, no caso de kote-men ou kote-do. Uma "patada" no momento do kote e outra no do men... uma para o kote, outra para o do.
Adiante.
Bom, na próxima 4ª feira, e para celebrar a centésima edição desta rubrica, os comentários deste modesto blog estarão activos.
NOTA: Se eu conseguir activá-los, uma vez que o meu computador, por vezes, parece ter vida própria e gosta de, sozinho, fazer ao contrário daquilo que eu quero fazer. Veremos.
Arigato gozaimasté.
Esta coisa de estar fora às 6ªs está a afectar (bastante) o meu (pouco?) rendimento nas aulas.
O meu ritmo está muito baixo e felizmente não fizemos ji-geiko, pois creio que teria sido facilmente destruído, arrasado, obliterado, escangalhado, desmembrado, estropiado, atomizado, desfeito, liquidificado, moído, espremido, anulado, espancado, espalmado, reduzido à minha parcela mais ínfi... enfim, percebem o que quero dizer? Certo?
O treino nem foi muito puxado, mas não estou mesmo com pedalada.
Ainda mal tinha acabado de chegar do Algarve, arrumei a tralha e lá fui eu para a Patrício Prazeres. Ontem havia poucos principiantes o que indicaria quase automaticamente um treino mais duro, mas o sensei não estava para aí virado. Foi um keiko bastante energético, chamemos-lhe assim, mas aguentei-me à bronca sem grandes problemas. Também, como já disse antes, muito "graças ao facto" de não ter havido ji-geiko, ou kakari-geiko, senão seria com certeza desancado, despedaç... hum... é a PDI, não levem a mal.
No final do keiko, o sensei enfatizou a importância de fazer coincidir o fumikomi-ashi, a "patada no chão", com o momento do impacto do shinai no alvo escolhido. Quer seja no caso de um ataque só ou, por exemplo, como demonstrou, no caso de kote-men ou kote-do. Uma "patada" no momento do kote e outra no do men... uma para o kote, outra para o do.
Adiante.
Bom, na próxima 4ª feira, e para celebrar a centésima edição desta rubrica, os comentários deste modesto blog estarão activos.
NOTA: Se eu conseguir activá-los, uma vez que o meu computador, por vezes, parece ter vida própria e gosta de, sozinho, fazer ao contrário daquilo que eu quero fazer. Veremos.
Arigato gozaimasté.
23.1.08
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 98
Quarta-feira, 23 de Janeiro 2008
Hoje foi um daqueles dias em que até me custou a sair da cama.
Estive por um milímetro para não ir ao treino. Mas lá fui. E, mais uma vez, lá fui forçado pela força das circunstâncias a dar o início do treino. Pá, não estou com pachorra para escrever mais. Estava cansado quando decidi ir treinar e estou cansado mais cansado ainda neste momento.
As palavras finais do sensei foram dedicadas a execução de men, dizendo pela cangalhésima octagésima décima nona vez que: "Quando se faz men o corpo não pode estar inclinado, como que a cair, para a frente."
... e fim. E fui.
Hoje foi um daqueles dias em que até me custou a sair da cama.
Estive por um milímetro para não ir ao treino. Mas lá fui. E, mais uma vez, lá fui forçado pela força das circunstâncias a dar o início do treino. Pá, não estou com pachorra para escrever mais. Estava cansado quando decidi ir treinar e estou cansado mais cansado ainda neste momento.
As palavras finais do sensei foram dedicadas a execução de men, dizendo pela cangalhésima octagésima décima nona vez que: "Quando se faz men o corpo não pode estar inclinado, como que a cair, para a frente."
... e fim. E fui.
22.1.08
GOHONME (COMO ERA E COMO É)
Há 100 anos. Bom... mais ano, menos ano...
... e hoje. Bom... mais dia, menos dia.
... e hoje. Bom... mais dia, menos dia.
TEMOS SELECÇÃO NACIONAL 2008
Bem, parece que depois do (ligeiramente acidentado) "Torneio dos 10" de sábado passado, a nossa selecção para o Europeu da Finlândia está apurada.
Os "meninos" que nos deverão representar, se não houver desistências, serão:
Apurados previamente estavam:
Joni Duarte (AKL)
Alexandre (El Chino) Figueiredo (AKL)
Apurados no "Torneio dos 10"*:
Brito, Francisco (AKP)
Marques, Pedro (AKC)
Oliveira, Ricardo (AKP)
Sousa, Luis (AKL)
De notar que pela primeira vez, desde que me lembro, o Nuno Ricardo não está presente na selecção. Estará a ficar velho??? Adiante. Só resta desejar-lhes (não, boa sorte não, que a sorte não tem nada a ver com isto) muita genica, muito espírito e muita vontade.
GAMBATTÉÉÉÉÉ!!!
P.S.: Um grande abraço para o Henrique e desejos de rápidas melhoras e olha, não te chateies, tens o mundial para o ano que vem.
Os "meninos" que nos deverão representar, se não houver desistências, serão:
Apurados previamente estavam:
Joni Duarte (AKL)
Alexandre (El Chino) Figueiredo (AKL)
Apurados no "Torneio dos 10"*:
Brito, Francisco (AKP)
Marques, Pedro (AKC)
Oliveira, Ricardo (AKP)
Sousa, Luis (AKL)
De notar que pela primeira vez, desde que me lembro, o Nuno Ricardo não está presente na selecção. Estará a ficar velho??? Adiante. Só resta desejar-lhes (não, boa sorte não, que a sorte não tem nada a ver com isto) muita genica, muito espírito e muita vontade.
GAMBATTÉÉÉÉÉ!!!
P.S.: Um grande abraço para o Henrique e desejos de rápidas melhoras e olha, não te chateies, tens o mundial para o ano que vem.
P.S.2: A fonte destas informações foi "o Sousa"; portanto, se alguma coisa estiver errada A CULPA É DELE, ok?
*Por ordem alfabética para não ferir sensibilidades.
21.1.08
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 97
Segunda-feira, 21 de Janeiro 2008
Hoje não foi um bom dia para mim. Apesar do treino ter sido excelente (ou talvez por causa disso mesmo) cheguei ao fim completamente destruído.
É a velha história: um dia sem treinar e o teu corpo nota, uma semana e o teu adversário nota... e por aí fora.
O treino foi mesmo muito interessante. O meu tornozelo não começou lá muito bem, o que fez com que eu não começasse lá muito bem, tanbém. Mas lá para o meio do keiko atinou e a coisa lá foi andando. Combati contra o sensei e levei um baile daqueles à maneira antiga. Não lhe consegui praticamente tocar. Estava naqueles dias terríveis, o senhor.
Temos andado a fazer um exercício diferente nos últimos tempos.
Um misto de uchi-komi e kakari-geiko bastante bom, mas também bastante cansativo.
O princípio do dito exercício é simples: ataca-se com um de dois ataques pré-definidos (men ou kote-men), vai-se a tai-atari e em seguida faz-se hiki-waza (hiki-men ou hiki-kote ou hiki-do) consoante a abertura que o parceiro nos "oferece". Assim que recuamos para a distância (graças a hiki-waza) o adversário ataca por sua vez com um dos dois ataques que tem à sua escolha, nós recebemos o ataque, aguentamos o tai-atari e por aí vai... depois é só repetir o mais intensamente possível e o mais rapidamente possível... tipo kakari-geiko.
Bem feito este trabalho é devastador: dez vezes mais cansativo do que ji-geiko. Costas, braços e pernas, fica tudo em papa. Pois aí está. Já não me admiro tanto da porcaria de ji-geiko que fiz... pois...
No fim, o sensei referiu que para fazer bem o exercício que descrevi ,convém mesmo, mesmo, dar tudo por tudo. Atacar com espírito, chocar forte, sair em hiki-waza rapidamente... e não perder tempo entre accções; assim que um faz hiki-waza, mal ele chega a issoku itto-no ma, já o outro deve estar a atacar. Deve ser um "jogo" sem interrupções.
Enfim, só de descrever o que se passou já estou cansado outra vez... vou afundar-me no sofá em frente à TV.
Não me falem mais de kendo, hoje.
Arigato gozaimastééééé...
Hoje não foi um bom dia para mim. Apesar do treino ter sido excelente (ou talvez por causa disso mesmo) cheguei ao fim completamente destruído.
É a velha história: um dia sem treinar e o teu corpo nota, uma semana e o teu adversário nota... e por aí fora.
O treino foi mesmo muito interessante. O meu tornozelo não começou lá muito bem, o que fez com que eu não começasse lá muito bem, tanbém. Mas lá para o meio do keiko atinou e a coisa lá foi andando. Combati contra o sensei e levei um baile daqueles à maneira antiga. Não lhe consegui praticamente tocar. Estava naqueles dias terríveis, o senhor.
Temos andado a fazer um exercício diferente nos últimos tempos.
Um misto de uchi-komi e kakari-geiko bastante bom, mas também bastante cansativo.
O princípio do dito exercício é simples: ataca-se com um de dois ataques pré-definidos (men ou kote-men), vai-se a tai-atari e em seguida faz-se hiki-waza (hiki-men ou hiki-kote ou hiki-do) consoante a abertura que o parceiro nos "oferece". Assim que recuamos para a distância (graças a hiki-waza) o adversário ataca por sua vez com um dos dois ataques que tem à sua escolha, nós recebemos o ataque, aguentamos o tai-atari e por aí vai... depois é só repetir o mais intensamente possível e o mais rapidamente possível... tipo kakari-geiko.
Bem feito este trabalho é devastador: dez vezes mais cansativo do que ji-geiko. Costas, braços e pernas, fica tudo em papa. Pois aí está. Já não me admiro tanto da porcaria de ji-geiko que fiz... pois...
No fim, o sensei referiu que para fazer bem o exercício que descrevi ,convém mesmo, mesmo, dar tudo por tudo. Atacar com espírito, chocar forte, sair em hiki-waza rapidamente... e não perder tempo entre accções; assim que um faz hiki-waza, mal ele chega a issoku itto-no ma, já o outro deve estar a atacar. Deve ser um "jogo" sem interrupções.
Enfim, só de descrever o que se passou já estou cansado outra vez... vou afundar-me no sofá em frente à TV.
Não me falem mais de kendo, hoje.
Arigato gozaimastééééé...
20.1.08
16.1.08
KENDO EM FARO
A parte "burocrática" está resolvida: já falei com o sensei Osaka, Director-Técnico da Associação Portuguesa de Kendo e com o Dr. Nuno Serrano, Presidente da Associação Portuguesa de Kendo. E, tal como esperava, ambos foram bastantes receptivos quanto à eventual abertura (por mim) de uma nova classe de kendo em Faro.
A partir da próxima sexta-feira, por motivos profissionais, vou ser obrigado a dirigir-me todos os fins-de-semana para o Algarve.
Assim, espero, para começar, poder leccionar 2 horas ao sábado ou ao domingo. E digo ao sábado ou ao domingo porque falta agora encontrar um sítio adequado para a prática e os horários dependerão, como é óbvio, da disponibilidade das instalações.
Todos os (maiores de 14 anos) interessados em praticar kendo em Faro deverão enviar uma pré-inscrição para IMDRabbit@hotmail.com, até dia 31 de Janeiro de 2008, com o título "KENDO EM FARO".
Na pré-inscrição deverá constar o obrigatoriamente o nome e a idade; informações sobre a prática (ou não) de outras artes marciais são bem vindas.
Mais pormenores em breve; aqui ou em www.kendo.pt.
A partir da próxima sexta-feira, por motivos profissionais, vou ser obrigado a dirigir-me todos os fins-de-semana para o Algarve.
Assim, espero, para começar, poder leccionar 2 horas ao sábado ou ao domingo. E digo ao sábado ou ao domingo porque falta agora encontrar um sítio adequado para a prática e os horários dependerão, como é óbvio, da disponibilidade das instalações.
Todos os (maiores de 14 anos) interessados em praticar kendo em Faro deverão enviar uma pré-inscrição para IMDRabbit@hotmail.com, até dia 31 de Janeiro de 2008, com o título "KENDO EM FARO".
Na pré-inscrição deverá constar o obrigatoriamente o nome e a idade; informações sobre a prática (ou não) de outras artes marciais são bem vindas.
Mais pormenores em breve; aqui ou em www.kendo.pt.
15.1.08
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 96
Segunda-feira, 14 de Janeiro 2008
Bom, foi como sexta-feira, só que um pouquinho menos caótico.
Monte de principiantes, tudo ao molho e fé em Deus. Mas consegui suar um bocadinho.
Alguns ainda fizeram ji-geiko entre os intervalos de instrução com os principiantes, mas enfim... faz parte do jogo. Este tipo de situações em geral nunca duram muito tempo. As resoluções de ano novo têm tendência para esfriar um pouco lá mais para o fim de Janeiro.
Estou a ser pessimista claro, e desejo que todos os que entraram este mês continuem a fazer kendo até ao fim das suas (espero que longas) vidas, mas isto são apenas os ensinamentos dos anos passados a falar.
Adiante. Como dizia o outro: wait and see.
Até quarta.
Bom, foi como sexta-feira, só que um pouquinho menos caótico.
Monte de principiantes, tudo ao molho e fé em Deus. Mas consegui suar um bocadinho.
Alguns ainda fizeram ji-geiko entre os intervalos de instrução com os principiantes, mas enfim... faz parte do jogo. Este tipo de situações em geral nunca duram muito tempo. As resoluções de ano novo têm tendência para esfriar um pouco lá mais para o fim de Janeiro.
Estou a ser pessimista claro, e desejo que todos os que entraram este mês continuem a fazer kendo até ao fim das suas (espero que longas) vidas, mas isto são apenas os ensinamentos dos anos passados a falar.
Adiante. Como dizia o outro: wait and see.
Até quarta.
12.1.08
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 95
Sexta-feira, 11 de Janeiro 2008
Quatro principiantes, e entre eles dois miúdos, um dos quais com uns cinco anos de idade.
Não vos consigo descrever bem o que se passou.
A aula não teve qualquer estrutura digna desse nome. Basicamente foi uma aula livre em que cada um de nós, dos (ligeiramente) mais antigos, ficou encarregado de, sempre que lhe "calhava" um principiante, tentar ajudá-lo a dar os primeiros passos nesta "coisa" que é o kendo.
No fim, o sensei pediu desculpas ao pessoal por termos passado a aula inteira "a cuidar" dos principiantes, mas também disse que a culpa era do Sousa, que prometeu tomar conta dos principantes todos porque estava engripado (ou coisa que o valha) e a seguir pirou-se, desaparecendo para nunca mais ser visto.
Mentira, ele não disse nada no fim, Luis.
Quatro principiantes, e entre eles dois miúdos, um dos quais com uns cinco anos de idade.
Não vos consigo descrever bem o que se passou.
A aula não teve qualquer estrutura digna desse nome. Basicamente foi uma aula livre em que cada um de nós, dos (ligeiramente) mais antigos, ficou encarregado de, sempre que lhe "calhava" um principiante, tentar ajudá-lo a dar os primeiros passos nesta "coisa" que é o kendo.
No fim, o sensei pediu desculpas ao pessoal por termos passado a aula inteira "a cuidar" dos principiantes, mas também disse que a culpa era do Sousa, que prometeu tomar conta dos principantes todos porque estava engripado (ou coisa que o valha) e a seguir pirou-se, desaparecendo para nunca mais ser visto.
Mentira, ele não disse nada no fim, Luis.
11.1.08
10.1.08
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 94
Quarta-feira, 9 de Janeiro 2008
Pouca gente, ontem.
Constatação Nº1: Enfim, poucos mas bons.
Um principiante novo (mais um) diferente dos outros dois que tinham aparecido na segunda e que ontem já lá não puseram os pés.
Constatação Nº2: Esta "coisa" do kendo, SE CALHAR, não é para toda a gente.
Treino regular, começou um pouco mais tarde. Como eu era o mais graduado na sala e o senhor Osaka ainda não tinha chegado, comecei por dar o aquecimento. A seguir, um pouco de ashi-sabaki (okuri-ashi apenas), men sankyodo, men ikkyodo, shomen suburi e está despachado.
Pelo meio de isto tudo, o sensei fez a sua aparição e passámos às coisas sérias.
Depois de um mokuso tão prolongado que quase me deixava a dormir, lá fizemos men tsuke.
Constatação Nº 3: Os gajos do iai adoram mokuso(s) muito "profundos" (estou a brincar, Manel).
Tudo correu como de costume (várias séries de kirikaeshi, de men, kote-men e kote-do a passar), SÓ QUE, em vez de ji-geiko terminámos a aula com uma sessão, simpaticamente prolongada devo dizê-lo, de kakari-geiko, primeiro, e depois de ryoho kakari-geiko. e se há coisa mais cansativa que kakari-geiko, essa é, com certeza, ryo kakari-geiko.
Constatação Nº 4: Isto do kendo... CANSA MESMO.
Para terminar, as palavras do senhor Osaka, centraram-se sobre o dito ryo kakari-geiko. Chocar foi a palavra de ordem. Quando se faz esse exercício deve-se procurar o choque, incentivar o inevitável tai-atari e o consequente hiki-waza. Não passar cada um pelo seu lado, mas pelo contrário ir de caras contra o adversário.
Constatação Nº5: Acho que se avizinham dias e dias de ryo kakari-geiko.
E zás... tá dito, tá dito. Agora vou-me.
Pouca gente, ontem.
Constatação Nº1: Enfim, poucos mas bons.
Um principiante novo (mais um) diferente dos outros dois que tinham aparecido na segunda e que ontem já lá não puseram os pés.
Constatação Nº2: Esta "coisa" do kendo, SE CALHAR, não é para toda a gente.
Treino regular, começou um pouco mais tarde. Como eu era o mais graduado na sala e o senhor Osaka ainda não tinha chegado, comecei por dar o aquecimento. A seguir, um pouco de ashi-sabaki (okuri-ashi apenas), men sankyodo, men ikkyodo, shomen suburi e está despachado.
Pelo meio de isto tudo, o sensei fez a sua aparição e passámos às coisas sérias.
Depois de um mokuso tão prolongado que quase me deixava a dormir, lá fizemos men tsuke.
Constatação Nº 3: Os gajos do iai adoram mokuso(s) muito "profundos" (estou a brincar, Manel).
Tudo correu como de costume (várias séries de kirikaeshi, de men, kote-men e kote-do a passar), SÓ QUE, em vez de ji-geiko terminámos a aula com uma sessão, simpaticamente prolongada devo dizê-lo, de kakari-geiko, primeiro, e depois de ryoho kakari-geiko. e se há coisa mais cansativa que kakari-geiko, essa é, com certeza, ryo kakari-geiko.
Constatação Nº 4: Isto do kendo... CANSA MESMO.
Para terminar, as palavras do senhor Osaka, centraram-se sobre o dito ryo kakari-geiko. Chocar foi a palavra de ordem. Quando se faz esse exercício deve-se procurar o choque, incentivar o inevitável tai-atari e o consequente hiki-waza. Não passar cada um pelo seu lado, mas pelo contrário ir de caras contra o adversário.
Constatação Nº5: Acho que se avizinham dias e dias de ryo kakari-geiko.
E zás... tá dito, tá dito. Agora vou-me.
9.1.08
LINKS DE JANEIRO
Embora ligeiramente atrasados, os links de Janeiro foram actualizados.
O Kendo-Link do mês remete para um arquivo fotográfico criado por vários gaidjins residentes no Japão. É apenas composto por fotos lindíssimas, mais nada.
Já o Budo-Link do mês leva-nos até um dos sites de referência (pelo menos para mim) do budo na internet, Furyo.com, criado e mantido por Wayne Muramoto há uma mão-cheia de tempo.
Divirtam-se, se for caso disso.
O Kendo-Link do mês remete para um arquivo fotográfico criado por vários gaidjins residentes no Japão. É apenas composto por fotos lindíssimas, mais nada.
Já o Budo-Link do mês leva-nos até um dos sites de referência (pelo menos para mim) do budo na internet, Furyo.com, criado e mantido por Wayne Muramoto há uma mão-cheia de tempo.
Divirtam-se, se for caso disso.
7.1.08
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 93
Segunda-feira, 7 de Janeiro 2008
Mais um bom treino para não variar.
Não tive problemas técnicos com o meu men felizmente. E o tornozelo funcionou na perfeição a partir do aquecimento.
Tinhamos dois principiantes novinhos em folha e o tempo teve de ser um pouco repartido por todos para lhes dar alguma atenção.
O esquema da aula foi semelhante a centenas de outras, felizmente. Tai-so, ashi-sabaki, men ikkyodo, sei-ritsu, (depois de mokuso e men tsuke) kirikaeshi, muito men (a passar), depois kote-men (também a passar) e, por fim, ji-geiko até acabar.
Combati contra o sensei e acho que não estive mal de todo.
Consegui marcar-lhe um men "sem espinhas", mas acho que ele estava cansado ou assim, pois em seguida combati contra o meu irmão e não dei nem uma "no cravo", foi tudo "ferradura".
Oh well, para acabar as palavras do senhor Osaka foram dedicadas ao armar do ataque men. Segundo as mesmas, muita gente está a armar o movimento ostentando o shinai torcido, que é como quem diz, com a ponta a desviar-se para um dos lados, em vez de estar a apontar bem para trás como deve ser. Atenção portanto, manter as mãos no mesmo plano à medida que são elevadas.
Fui.
Mais um bom treino para não variar.
Não tive problemas técnicos com o meu men felizmente. E o tornozelo funcionou na perfeição a partir do aquecimento.
Tinhamos dois principiantes novinhos em folha e o tempo teve de ser um pouco repartido por todos para lhes dar alguma atenção.
O esquema da aula foi semelhante a centenas de outras, felizmente. Tai-so, ashi-sabaki, men ikkyodo, sei-ritsu, (depois de mokuso e men tsuke) kirikaeshi, muito men (a passar), depois kote-men (também a passar) e, por fim, ji-geiko até acabar.
Combati contra o sensei e acho que não estive mal de todo.
Consegui marcar-lhe um men "sem espinhas", mas acho que ele estava cansado ou assim, pois em seguida combati contra o meu irmão e não dei nem uma "no cravo", foi tudo "ferradura".
Oh well, para acabar as palavras do senhor Osaka foram dedicadas ao armar do ataque men. Segundo as mesmas, muita gente está a armar o movimento ostentando o shinai torcido, que é como quem diz, com a ponta a desviar-se para um dos lados, em vez de estar a apontar bem para trás como deve ser. Atenção portanto, manter as mãos no mesmo plano à medida que são elevadas.
Fui.
COMEÇAR EM GRANDE (2)
Parece que vai ser em Faro.
O tal novo dojo da APK.
Constou-me...
Bom, se for verdade é bem fixe.
Assim já posso treinar quando for ao Algarve visitar a família.
O tal novo dojo da APK.
Constou-me...
Bom, se for verdade é bem fixe.
Assim já posso treinar quando for ao Algarve visitar a família.
5.1.08
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 92
Sexta-feira, 4 de Janeiro 2008
And... we're back ladies and gentlemen.
Devagarinho, a sala lá se foi compondo. Pouco a pouco, os primeiros kendokas, da primeira aula de kendo do ano de 2008 apareceram. Foi um treino bem simpático, diga-se.
Toda a gente parecia ansiosa por voltar à forma "pré-festas de natal e ano novo".
Até o sensei, estranhamente, depois de alguns, bastantes, kirikaeshi, pareceu sentir a necessidade de deixar o pessoal estravazar as energias acumuladas pelo excesso de bolo-rei e peru do fim do mês passado. E assim, decretou uma rodada geral de ji-geiko.
(Lembro-me que há dois (ou três) anos, por esta altura, estivemos quase até Março sem fazer qualquer ji-geiko).
E foi um fartote de paulada.
Então e não é que precisamente quando me calha a vez de combater com ele, ele me chama a atenção para o meu men que está a prestes a soltar-se por estar mal atado???
Que diabo se passa? Já estou tão esclerosado que já nem sei atar o raio do men? É que já é a segunda vez consecutiva que tenho problemas técnicos com o raio do men. Isto não tá bom.
Mas se o men não funciona como antes, ao menos terminei o treino sem problemas de maior com o meu tornozelo, o que foi um pequeno/grande alívio.
Uma pequena nota para a presença na sala de treino, ontem, de um visitante, o senhor Su Cho, um 4º dan coreano, residente nos EUA, com quem tivemos o prazer de cruzar shinais. O simpático senhor, que vai ficar em Portugal a trabalhar durante um ano, pelo menos às 6ªs-feiras, deverá ser uma presença habitual nos próximos tempos.
No fim, o senhor Osaka apenas comentou que deveriamos, como sempre nestas épocas de recomeço, ter mais preocupação em "fazer grande e não rápido".
Sayonara.
P.S.: Hoje é o dia do estágio do Luso e eu estou em Lisboa. Esqueci-me completamente.
And... we're back ladies and gentlemen.
Devagarinho, a sala lá se foi compondo. Pouco a pouco, os primeiros kendokas, da primeira aula de kendo do ano de 2008 apareceram. Foi um treino bem simpático, diga-se.
Toda a gente parecia ansiosa por voltar à forma "pré-festas de natal e ano novo".
Até o sensei, estranhamente, depois de alguns, bastantes, kirikaeshi, pareceu sentir a necessidade de deixar o pessoal estravazar as energias acumuladas pelo excesso de bolo-rei e peru do fim do mês passado. E assim, decretou uma rodada geral de ji-geiko.
(Lembro-me que há dois (ou três) anos, por esta altura, estivemos quase até Março sem fazer qualquer ji-geiko).
E foi um fartote de paulada.
Então e não é que precisamente quando me calha a vez de combater com ele, ele me chama a atenção para o meu men que está a prestes a soltar-se por estar mal atado???
Que diabo se passa? Já estou tão esclerosado que já nem sei atar o raio do men? É que já é a segunda vez consecutiva que tenho problemas técnicos com o raio do men. Isto não tá bom.
Mas se o men não funciona como antes, ao menos terminei o treino sem problemas de maior com o meu tornozelo, o que foi um pequeno/grande alívio.
Uma pequena nota para a presença na sala de treino, ontem, de um visitante, o senhor Su Cho, um 4º dan coreano, residente nos EUA, com quem tivemos o prazer de cruzar shinais. O simpático senhor, que vai ficar em Portugal a trabalhar durante um ano, pelo menos às 6ªs-feiras, deverá ser uma presença habitual nos próximos tempos.
No fim, o senhor Osaka apenas comentou que deveriamos, como sempre nestas épocas de recomeço, ter mais preocupação em "fazer grande e não rápido".
Sayonara.
P.S.: Hoje é o dia do estágio do Luso e eu estou em Lisboa. Esqueci-me completamente.
2.1.08
COMEÇAR EM GRANDE
Nada como um bom boato para começar o ano.
Então aqui está um boato bem simpático:
Parece... (diz-se!) que pode estar para breve a abertura de um novo dojo de kendo em Portugal.
E, para já, é isso.
Então aqui está um boato bem simpático:
Parece... (diz-se!) que pode estar para breve a abertura de um novo dojo de kendo em Portugal.
E, para já, é isso.
26.12.07
ÁLBUM DE 2007 (PÁG.7)
Nos finais deste ano uma nova aposta surgiu no panorama do kendo nacional.
Em Castelo Branco um grupo de "aficionados" organizou-se com o intuito de iniciar uma aula regular de kendo.
Será finalmente quebrada a tradicional hegemonia da costa face ao interior do país? Será que que a APK vai finalmente ter um 4º centro de ensino regular e desenvolvimento de kendo?


Será que...? Que sera, sera... como diria o outro.
Em Castelo Branco um grupo de "aficionados" organizou-se com o intuito de iniciar uma aula regular de kendo.
Será finalmente quebrada a tradicional hegemonia da costa face ao interior do país? Será que que a APK vai finalmente ter um 4º centro de ensino regular e desenvolvimento de kendo?


Será que...? Que sera, sera... como diria o outro.
24.12.07
18.12.07
ÁLBUM DE 2007 (PÁG.6)
Ora eis então a amável contribuição da nossa querida amiga Heloísa. Fotos do Europeu, do torneio do Porto e do estágio no Luso. Estágio no Luso? Ai houve um estágio no Luso?
Ora essa.
O senhor Osaka com o meu colega de quarto de Kitamoto.

Obrigado Heloíííísa.
Ora essa.
Porrada de craveira internacional.
Osaka sensei pouco depois de descobrir que era nanadan.


Torneio do Porto 2007.
Obrigado Heloíííísa.
15.12.07
ÁLBUM DE 2007 (PÁG.5)
Mais uma vez recorro ao site da inevitável Charlotte para postar algumas fotos referentes ao ano que termina. A foto de conujnto não sei onde arranjei. Sei que alguém ma mandou quando estava em Angola. Atão cá vai:




13.12.07
ÁLBUM DE 2007 (PÁG. ESPECIAL)
Entretanto, enquanto toda a gente fazia kendo e campeonatos da europa e o caraças, do outro lado do mundo:

Está lá tudo. Mais palavras para quê?

No topo do edifício do BES no Largo das Ingombotas, com o "prédio da Cuca" lá atrás e à direita da foto, ainda visível, uma boa parte do "prédio do Camboja" carinhosamente
apelidado por nós, desde o primeiro momento, como "a favela vertical".
... e lá vai mais um Corolla por água abaixo. Literalmente.
Juro que não é photoshop. E também havia Ondas, Suzakis, Kawazukis...
Está lá tudo. Mais palavras para quê?
ÁLBUM DE 2007 (PÁG.4)
ÁLBUM DE 2007 (PÁG.3)
Mais algumas referentes ao 21º Campeonato da Europa de Kendo. A sua origem é a mesma das da primeira página.


Parte da equipa em pose oficial, junto à bandeira.
12.12.07
ÁLBUM DE 2007 (PÁG.2)
As imagens de hoje incluem algum movimento. São vídeos colocados no youtube por alguém com o nickname kenjin7 e foram-me indicadas pelo Pedro Marques.
Eu sei quem eles são, mas também toda a gente sabe, por isso...
E por agora chega que isto de escolher videos no youtube dá muito trabalho.
Voltaremos à carga um dia destes.
Eu sei quem eles são, mas também toda a gente sabe, por isso...
E por agora chega que isto de escolher videos no youtube dá muito trabalho.
Voltaremos à carga um dia destes.
11.12.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 91
Segunda-feira, 10 de Dezembro 2007
Eh.,. já tive melhores dias.
Não, agora a sério: foi uma barracada enorme, este treino.
Nunca me tinha acontecido.
O meu tenugi, a meio do treino, começou a escorregar. Na fase final do mesmo, o desgraçado tapava-me o olho direito e eu sentia-me como um pirata das caraíbas.
O problema é os piratas das caraíbas não precisam de fazer ji-geiko contra o Joni.
Então lá me decidi a repor o equipamento em ordem. Vergonhosamente, sentei-me em seiza e comecei por tirar o men... e não é que o men-himo se enleou e os nós se prenderam todos uns aos outros? Decididamente há dias em que não se devia sair de casa. Desata os nós, repõe os men-himo no lugar... lalala... e pimba, está na hora de acabar.
Desisti da ideia de recolocar o men, claro, e efectuei o último kiri-kaeshi sem men. Enfim.
No fim do keiko, o snhor Osaka recomendou aos mais novos (?) que se certificassem que as mãos, no momento de armar men-uchi, se encontram bem ao centro e acima da cabeça, que é como quem diz, num mesmo plano central e não inclinadas para um dos lados.
E no treino foi só.
Já quando íamos para Campo de Ourique e antes de largar o Joni no Cais do Sodré, fui gozado pelo senhor Osaka e pelo dito Joni, que me comparavam com o ... (nome de um rapaz principiante com problemas em colocar o men) e com a ... (nome de uma rapariga principiante com problemas em colocar o tenugi). Chegando mesmo o sensei a sugerir que eu colocasse o tenugi como os míudos mais pequenos fazem no Japão:
Eh.,. já tive melhores dias.
Não, agora a sério: foi uma barracada enorme, este treino.
Nunca me tinha acontecido.
O meu tenugi, a meio do treino, começou a escorregar. Na fase final do mesmo, o desgraçado tapava-me o olho direito e eu sentia-me como um pirata das caraíbas.
O problema é os piratas das caraíbas não precisam de fazer ji-geiko contra o Joni.
Então lá me decidi a repor o equipamento em ordem. Vergonhosamente, sentei-me em seiza e comecei por tirar o men... e não é que o men-himo se enleou e os nós se prenderam todos uns aos outros? Decididamente há dias em que não se devia sair de casa. Desata os nós, repõe os men-himo no lugar... lalala... e pimba, está na hora de acabar.
Desisti da ideia de recolocar o men, claro, e efectuei o último kiri-kaeshi sem men. Enfim.
No fim do keiko, o snhor Osaka recomendou aos mais novos (?) que se certificassem que as mãos, no momento de armar men-uchi, se encontram bem ao centro e acima da cabeça, que é como quem diz, num mesmo plano central e não inclinadas para um dos lados.
E no treino foi só.
Já quando íamos para Campo de Ourique e antes de largar o Joni no Cais do Sodré, fui gozado pelo senhor Osaka e pelo dito Joni, que me comparavam com o ... (nome de um rapaz principiante com problemas em colocar o men) e com a ... (nome de uma rapariga principiante com problemas em colocar o tenugi). Chegando mesmo o sensei a sugerir que eu colocasse o tenugi como os míudos mais pequenos fazem no Japão:
Gozem, gozem... quarta-feira até choram.
8.12.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 90
Sexta-feira, 7 de Dezembro 2007
... e ao fim de uma data de dias lá voltou a falar no fim do treino.
O treino foi bastante interessante. Basicamente porque acabei por fazer apenas um ji-geiko, envolvido que estive durante quase todo o ji-geiko com os principiantes. Ou seja, enquanto os outros faziam ji-geiko (ou que lhes apetecia, visto que era um "período livre"... tá bem assim, ó Sousa?) enquanto isso eu tratava de "moer o espírito" aos iniciados.
Mas para meu gáudio, fiz ji-geiko com o sensei Osaka o que me deixou com o espírito em alta. E porquê?
Porque apercebi-me que o meu treino, não tão frequente como isso, em jodan-kamae, me deu, apesar de tudo, novas perspectivas acerca de uma série de tópicos bastante importantes para combater melhor. Nomeadamente seme.
Ontem pela primeira vez desde que me lembro consegui combater naquilo como eu chamo, o "tempo fraco". Ontem, pela primeira vez, consegui atacar nas pausas do combate. Não me deixar levar pelo ritmo natural do confronto, mas sim intervir na estrutura desse mesmo ritmo. O que eu percebi que ontem fiz (ou tentei) e normalmente não faço:
a ) - Criar pressão (seme) e atacar nas "pausas";
b ) - Criar pressão (seme) e atacar nos momentos em que o adversário se concentra para atacar;
c ) - Obstruir o seme do adversário com ashi-sabaki, lateral ou, em último caso, para trás;
d ) - Quebrar o ritmo. Criar ameaças de ataques, claramente falsas, deixá-las ser apreendidos pelo adversário apenas como isso e atacar nesse instante;
E a cereja no topo do bolo: esconder o shinai do campo de visão do adversário.
Outro dia reparei que havia qualquer coisa de estranho que se passava quando sensei ataca e, mesmo antes de atacar, baixa o shinai, quase como que em gedan-kamae. Invariavelmente quando voltava a ter notícias do "shinai desaparecido", ele estava, ou sobre no meu kote, ou então, espraiava-se livremente sobre a minha cabeça... e só outro dia percebi que o que ele faz é um "truque" digno de um ilusionista.
Ele oculta o shinai da vista do adversário, baixando-o para "debaixo dos braços" do opositor. São os braços do outro, em chudan-kamae, que fornecem o esconderijo. E aqueles (muito breves) segundos de hesitação/ocultação, normalmente, resultam na morte do artista.
Enfim, foi um belo keiko, o de hoje. A finalizar, o sensei aconselhou que, durante o kiri-kaeshi e antes de cada shomen, tomássemos balanço a partir de to-ma... de mais longe.
Começar em to-ma, criar pressão e entrar (com kiai) em issoku-itto-no ma e depois sim, shomen.
... e ao fim de uma data de dias lá voltou a falar no fim do treino.
O treino foi bastante interessante. Basicamente porque acabei por fazer apenas um ji-geiko, envolvido que estive durante quase todo o ji-geiko com os principiantes. Ou seja, enquanto os outros faziam ji-geiko (ou que lhes apetecia, visto que era um "período livre"... tá bem assim, ó Sousa?) enquanto isso eu tratava de "moer o espírito" aos iniciados.
Mas para meu gáudio, fiz ji-geiko com o sensei Osaka o que me deixou com o espírito em alta. E porquê?
Porque apercebi-me que o meu treino, não tão frequente como isso, em jodan-kamae, me deu, apesar de tudo, novas perspectivas acerca de uma série de tópicos bastante importantes para combater melhor. Nomeadamente seme.
Ontem pela primeira vez desde que me lembro consegui combater naquilo como eu chamo, o "tempo fraco". Ontem, pela primeira vez, consegui atacar nas pausas do combate. Não me deixar levar pelo ritmo natural do confronto, mas sim intervir na estrutura desse mesmo ritmo. O que eu percebi que ontem fiz (ou tentei) e normalmente não faço:
a ) - Criar pressão (seme) e atacar nas "pausas";
b ) - Criar pressão (seme) e atacar nos momentos em que o adversário se concentra para atacar;
c ) - Obstruir o seme do adversário com ashi-sabaki, lateral ou, em último caso, para trás;
d ) - Quebrar o ritmo. Criar ameaças de ataques, claramente falsas, deixá-las ser apreendidos pelo adversário apenas como isso e atacar nesse instante;
E a cereja no topo do bolo: esconder o shinai do campo de visão do adversário.
Outro dia reparei que havia qualquer coisa de estranho que se passava quando sensei ataca e, mesmo antes de atacar, baixa o shinai, quase como que em gedan-kamae. Invariavelmente quando voltava a ter notícias do "shinai desaparecido", ele estava, ou sobre no meu kote, ou então, espraiava-se livremente sobre a minha cabeça... e só outro dia percebi que o que ele faz é um "truque" digno de um ilusionista.
Ele oculta o shinai da vista do adversário, baixando-o para "debaixo dos braços" do opositor. São os braços do outro, em chudan-kamae, que fornecem o esconderijo. E aqueles (muito breves) segundos de hesitação/ocultação, normalmente, resultam na morte do artista.
Enfim, foi um belo keiko, o de hoje. A finalizar, o sensei aconselhou que, durante o kiri-kaeshi e antes de cada shomen, tomássemos balanço a partir de to-ma... de mais longe.
Começar em to-ma, criar pressão e entrar (com kiai) em issoku-itto-no ma e depois sim, shomen.
7.12.07
ÁLBUM DE 2007 (PÁG.1)
5.12.07
ÁLBUM DE 2007 (CAPA)
2007 foi um ano cheio para o kendo nacional, por isso, a partir de hoje e até Janeiro, irei publicar o Álbum de 2007 em imagens.
Todos os que quiserem enviar imagens para este modesto tributo ao ano kendoka que passou, devem fazê-lo para o e-mail presente nesta página.
As contribuições deverão ter escrito "ÁLBUM DE 2007" no assunto do mail, sem o que correrão o risco de ser confundidas com spam, mas isso já não é culpa minha.
Treinos, estágios, torneios, deslocações, sayonara parties, godo-geikos, situações mais ou menos engraçadas e/ou estranhas, instantâneos, sequências, vale tudo.
Fico à espera dessas imagens.
Todos os que quiserem enviar imagens para este modesto tributo ao ano kendoka que passou, devem fazê-lo para o e-mail presente nesta página.
As contribuições deverão ter escrito "ÁLBUM DE 2007" no assunto do mail, sem o que correrão o risco de ser confundidas com spam, mas isso já não é culpa minha.
Treinos, estágios, torneios, deslocações, sayonara parties, godo-geikos, situações mais ou menos engraçadas e/ou estranhas, instantâneos, sequências, vale tudo.
Fico à espera dessas imagens.
3.12.07
TAÇA DE PORTUGAL 2007 (CORRIGIR OMISSÃO VERGONHOSA)
Tem este texto o objectivo de repor a verdade acerca de um facto omitido nos posts anteriores, visto que referi todos os vencedores menos um:
O Ricardo Oliveira da AK do Porto foi, também ele, galardoado com um Fighting Spirit durante o evento.
Mil desculpas pela omissão. E como tentativa de compensar o mal reparado, posso revelar-te, Ricardo, que foste a primeira escolha de todos os árbitros.
Parabéns.
O Ricardo Oliveira da AK do Porto foi, também ele, galardoado com um Fighting Spirit durante o evento.
Mil desculpas pela omissão. E como tentativa de compensar o mal reparado, posso revelar-te, Ricardo, que foste a primeira escolha de todos os árbitros.
Parabéns.
2.12.07
TAÇA DE PORTUGAL 2007 (2)
Um grande director criativo de uma grande agência de publicidade inglesa dizia que a melhor maneira de criar uma excelente campanha de publicidade era pegar na informação fornecida pelo cliente, juntar a equipa criativa num bar, apanharem todos uma grande piela enquanto falavam sobre o assunto... e ir dormir.
No dia seguinte, aquilo que ele se lembrasse acerca do assunto seria aquilo que valia a pena ser desenvolvido como campanha.
Sem a parte da piela, foi mais ou menos essa a abordagem que escolhi para comentar aquilo que considero serem os momentos cruciais do torneio de ontem. Depois de uma grande noite de sono (doze horas) eis as minhas memórias:
Lembro-me de um grande hiki-men marcado pelo Alex num dos últimos combates que realizou.
Lembro-me da surpresa e da expressão de susto do Nuno Ricardo quando o Joni num "võo" kamikake se atirou, literalmente, contra ele à voz de hajime, e de como o Nuno não pôde evitar recuar.
Lembro-me de um kaeshi-do muito bom da Chie que me deixou congelado e sem qualquer reacção, quer isso dizer, que não validei como ippon. Mea culpa. Mas ela acabou por ganhar esse combate de qualquer maneira, portanto o meu "congelamento" acabou por não ter consequências de maior... uf.
Lembro-me de uma marretada que o Luis Sousa assentou no Nuno Ricardo com a parte central do shinai que lhe deve, com certeza, garantir grandes dores no pescoço a partir dos quarenta anos de idade.
Lembro-me também de um excelente kote-ari marcado pela Chie que fez as bandeiras dos árbitros saltarem para o ares como se de uma coreografia estudada anos e anos a fio se tratasse.
Lembro-me de (pelo menos) um belo gyaku-do feito pelo Joni não sei contra quem.
Lembro-me que achei o Sérgio um bocadinho apagado em relação à sua performance habitual.
Lembro-me do frio que estava naquele malfadado pavilhão e lembrei-me agora mesmo que o Ranking Final do Campeonato de 2007 pode ser encontrado AQUI.
USAGI SAN AWARDS
Shukun-sho (Prémio de Performance) - Não atribuido;
Kanto-sho (Fighting Spirit) - Pedro Marques;
Gino-sho (Prémio Técnico)- Não atribuido;
PRÉMIOS ESPECIAIS DO JÚRI
Prémio-Não-Te-Dou-Mais-Nenhum-Prémio-Porque-Ficaste-Em-Terceiro-Lugar-e-Ainda-Ganhaste-Um-Fighting-Spirit-E-Isso-Já-São-Muitos-Prémios-Para-Um-Torneio-Só - Chie Ando;
Prémio-Best-Marretada-Of-All-2007 - Luis Sousa;
Prémio-Manuel-Acho-Que-Costumas-Ser-Prejudicado-Pela-Arbitragem-Mas-Neste-Campeonato-Nem-Nos-Deste-Uma-Só-Hipótese-De-Te-Prejudicar - Manuel Rodrigues;
Prémio-Ok-O-Kote-Não-Acertou-Bem-Bem-Bem-No-Pulso-Mas-Esteve-Tão-Perto-Que-Até-Me-Enganou-Bem-Como-Ao-Luis-Nunes - Nuno Ricardo;
Prémio-Especial-Do-Júri-(Especial)-Que-Chatice-Ainda-Não-Foi-Desta-Que-O-Vi-Combater-Em-Shiai - Manuel Alves;
Prémio-El-Chino-Is-The-Best - Alexande Figueiredo;
E pronto, para acabar a festa só falta o habitual Torneio dos Dez (Janeiro?) e então saberemos quem nos vai representar nos 22ºs Campeonatos da Europa de Kendo que terão lugar na Finlândia em 2008.
Abayo e muito okini.
No dia seguinte, aquilo que ele se lembrasse acerca do assunto seria aquilo que valia a pena ser desenvolvido como campanha.
Sem a parte da piela, foi mais ou menos essa a abordagem que escolhi para comentar aquilo que considero serem os momentos cruciais do torneio de ontem. Depois de uma grande noite de sono (doze horas) eis as minhas memórias:
Lembro-me de um grande hiki-men marcado pelo Alex num dos últimos combates que realizou.
Lembro-me da surpresa e da expressão de susto do Nuno Ricardo quando o Joni num "võo" kamikake se atirou, literalmente, contra ele à voz de hajime, e de como o Nuno não pôde evitar recuar.
Lembro-me de um kaeshi-do muito bom da Chie que me deixou congelado e sem qualquer reacção, quer isso dizer, que não validei como ippon. Mea culpa. Mas ela acabou por ganhar esse combate de qualquer maneira, portanto o meu "congelamento" acabou por não ter consequências de maior... uf.
Lembro-me de uma marretada que o Luis Sousa assentou no Nuno Ricardo com a parte central do shinai que lhe deve, com certeza, garantir grandes dores no pescoço a partir dos quarenta anos de idade.
Lembro-me também de um excelente kote-ari marcado pela Chie que fez as bandeiras dos árbitros saltarem para o ares como se de uma coreografia estudada anos e anos a fio se tratasse.
Lembro-me de (pelo menos) um belo gyaku-do feito pelo Joni não sei contra quem.
Lembro-me que achei o Sérgio um bocadinho apagado em relação à sua performance habitual.
Lembro-me do frio que estava naquele malfadado pavilhão e lembrei-me agora mesmo que o Ranking Final do Campeonato de 2007 pode ser encontrado AQUI.
USAGI SAN AWARDS
Shukun-sho (Prémio de Performance) - Não atribuido;
Kanto-sho (Fighting Spirit) - Pedro Marques;
Gino-sho (Prémio Técnico)- Não atribuido;
PRÉMIOS ESPECIAIS DO JÚRI
Prémio-Não-Te-Dou-Mais-Nenhum-Prémio-Porque-Ficaste-Em-Terceiro-Lugar-e-Ainda-Ganhaste-Um-Fighting-Spirit-E-Isso-Já-São-Muitos-Prémios-Para-Um-Torneio-Só - Chie Ando;
Prémio-Best-Marretada-Of-All-2007 - Luis Sousa;
Prémio-Manuel-Acho-Que-Costumas-Ser-Prejudicado-Pela-Arbitragem-Mas-Neste-Campeonato-Nem-Nos-Deste-Uma-Só-Hipótese-De-Te-Prejudicar - Manuel Rodrigues;
Prémio-Ok-O-Kote-Não-Acertou-Bem-Bem-Bem-No-Pulso-Mas-Esteve-Tão-Perto-Que-Até-Me-Enganou-Bem-Como-Ao-Luis-Nunes - Nuno Ricardo;
Prémio-Especial-Do-Júri-(Especial)-Que-Chatice-Ainda-Não-Foi-Desta-Que-O-Vi-Combater-Em-Shiai - Manuel Alves;
Prémio-El-Chino-Is-The-Best - Alexande Figueiredo;
E pronto, para acabar a festa só falta o habitual Torneio dos Dez (Janeiro?) e então saberemos quem nos vai representar nos 22ºs Campeonatos da Europa de Kendo que terão lugar na Finlândia em 2008.
Abayo e muito okini.
TAÇA DE PORTUGAL 2007
Decorreu hoje a edição de 2007 da Taça de Portugal de Kendo.
Os quatro semi-finalistas, na minha modesta opinião, não podiam ser mais representativos do kendo português da actualidade. Então tivemos:
Joni Duarte - Qualquer pessoa que tenha passado pelo dojo de Lisboa nos últimos meses terá reparado na boa forma em que o nosso japonês (falsificado, diz o meu irmão, japonês falsificado) se encontra nos últimos tempos. Mas o Joni não está sozinho. Ele representa, na verdade, toda uma nova fornada de "jovens feras". É, neste contexto, apenas o porta-estandarte de um punhado de "putos novos", espalhados pelas diferentes associações nacionais, que está a fazer tudo o que pode para mostrar aos velhadas (como diz El Presidente) que está mais que na hora de arrumarem os sonhos de competição séria e dedicarem-se ao pilates ou ao yoga e, ocasionalmente, a fazerem um ou outro kata para passar o tempo.
Alexandre Figueiredo (also known as El Chino) - O Alex é, neste grupo, o representante da geração cessante. O último espernear dos que não querem ser passados para trás por uma resma de chavalitos, cujo prazer em executar 100 choyaku-suburi, DEPOIS de cada treino, é quase tão grande como as embalagens que têm em casa para combater o acne juvenil que tanto os atormenta.
Nuno Ricardo - O mestre do norte. Palavras para quê? Esse representa a certeza, a força da regularidade. Agora parecia a Maya, a fazer as previsões astrológicas para os tempos que se avizinham. De qualquer maneira, o Nuno anda sempre por lá, encontra-se neste instante numa fase de lua nova. Quer dizer, está lá e toda a gente sabe quanto a sua presença se faz sentir, só que anda um bocado discreto.
Chie Ando - A japonesa (autenticada, digo eu) do norte. Ora aqui está o que na linguagem dos grandes prémios de motociclismo se chama um wild-card. Confesso que não estava à espera de a ver chegar aos 4 finalistas. Eh pá, desculpem lá, não estava. Mas a Chie, por seu lado, representa isso mesmo. Ela representou hoje aquele lado imprevisto, e lá estou a fazer de Maya outra vez... imprevisto, dizia, do kendo.
A grande surpresa. Pois é, uma menina a intrometer-se entre os rapagões. Sintoma do que está para vir? Só o futuro o sabe. Não renegue à partida uma ciência que desconhece, dirão.
No fim, resultados ficaram ordenados da seguinte forma:
1º - Alex (El Chino) Figueiredo
2º - Joni Duarte
3º - Nuno Ricardo
3º - Chie Ando
Amanhã, se ainda me lembrar de alguma coisa do que aconteceu, farei um pequeno relato dos que considero os highlights desta taça e revelarei os Usagi San Awards referentes a este torneio.
Sayonara, people.
Os quatro semi-finalistas, na minha modesta opinião, não podiam ser mais representativos do kendo português da actualidade. Então tivemos:
Joni Duarte - Qualquer pessoa que tenha passado pelo dojo de Lisboa nos últimos meses terá reparado na boa forma em que o nosso japonês (falsificado, diz o meu irmão, japonês falsificado) se encontra nos últimos tempos. Mas o Joni não está sozinho. Ele representa, na verdade, toda uma nova fornada de "jovens feras". É, neste contexto, apenas o porta-estandarte de um punhado de "putos novos", espalhados pelas diferentes associações nacionais, que está a fazer tudo o que pode para mostrar aos velhadas (como diz El Presidente) que está mais que na hora de arrumarem os sonhos de competição séria e dedicarem-se ao pilates ou ao yoga e, ocasionalmente, a fazerem um ou outro kata para passar o tempo.
Alexandre Figueiredo (also known as El Chino) - O Alex é, neste grupo, o representante da geração cessante. O último espernear dos que não querem ser passados para trás por uma resma de chavalitos, cujo prazer em executar 100 choyaku-suburi, DEPOIS de cada treino, é quase tão grande como as embalagens que têm em casa para combater o acne juvenil que tanto os atormenta.
Nuno Ricardo - O mestre do norte. Palavras para quê? Esse representa a certeza, a força da regularidade. Agora parecia a Maya, a fazer as previsões astrológicas para os tempos que se avizinham. De qualquer maneira, o Nuno anda sempre por lá, encontra-se neste instante numa fase de lua nova. Quer dizer, está lá e toda a gente sabe quanto a sua presença se faz sentir, só que anda um bocado discreto.
Chie Ando - A japonesa (autenticada, digo eu) do norte. Ora aqui está o que na linguagem dos grandes prémios de motociclismo se chama um wild-card. Confesso que não estava à espera de a ver chegar aos 4 finalistas. Eh pá, desculpem lá, não estava. Mas a Chie, por seu lado, representa isso mesmo. Ela representou hoje aquele lado imprevisto, e lá estou a fazer de Maya outra vez... imprevisto, dizia, do kendo.
A grande surpresa. Pois é, uma menina a intrometer-se entre os rapagões. Sintoma do que está para vir? Só o futuro o sabe. Não renegue à partida uma ciência que desconhece, dirão.
No fim, resultados ficaram ordenados da seguinte forma:
1º - Alex (El Chino) Figueiredo
2º - Joni Duarte
3º - Nuno Ricardo
3º - Chie Ando
Amanhã, se ainda me lembrar de alguma coisa do que aconteceu, farei um pequeno relato dos que considero os highlights desta taça e revelarei os Usagi San Awards referentes a este torneio.
Sayonara, people.
29.11.07
LINKS DE DEZEMBRO
Como o tempo passa.
Mais um mês e mais dois novos links mensais a caminho.
Em Dezembro, no "Budo link" mensal, vamos parar a um dos sites mais completos e interessantes sobre artes marciais e desportos de combate da net, na minha modesta opinião. Trata-se do Electronic Journals of Martial Arts and Sciences (EJMAS para os amigos).
O referido EJMAS está dividido numa boa quantidade de (excelentes) capítulos, sendo que o escolhido foi o que apresenta a (tanto quanto possível) Cronologia Histórica das Artes Marciais e Desportos de Combate desde o princípio dos tempos até aos nossos dias.
Uma fonte de informação inesgotável e inestimável.
O "Kendo link" escolhido para Dezembro é o recém-criado Cyber Dojo, dirigido por Hiro Imafuji sensei. Muita coisa interessante, muitos goodies, videos, explicações básicas, médias e avançadas.
É fixe, a sério.
Até Dezembro então.
Mais um mês e mais dois novos links mensais a caminho.
Em Dezembro, no "Budo link" mensal, vamos parar a um dos sites mais completos e interessantes sobre artes marciais e desportos de combate da net, na minha modesta opinião. Trata-se do Electronic Journals of Martial Arts and Sciences (EJMAS para os amigos).
O referido EJMAS está dividido numa boa quantidade de (excelentes) capítulos, sendo que o escolhido foi o que apresenta a (tanto quanto possível) Cronologia Histórica das Artes Marciais e Desportos de Combate desde o princípio dos tempos até aos nossos dias.
Uma fonte de informação inesgotável e inestimável.
O "Kendo link" escolhido para Dezembro é o recém-criado Cyber Dojo, dirigido por Hiro Imafuji sensei. Muita coisa interessante, muitos goodies, videos, explicações básicas, médias e avançadas.
É fixe, a sério.
Até Dezembro então.
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 89
Quarta-feira, 28 de Novembro 2007
Hoje foi um bom dia.
Nos tempos que correm qualquer dia em que não chegue ao fim do treino estoirado ou que o meu tornozelo se aguente a aula toda, esse é um bom dia. E até que (eventualmente) retome a minha boa forma de há um ano e meio atrás, vou continuar assim, contentando-me com pequenas vitórias diárias, uma de cada vez.
Pequenas vitórias como chegar ao fim inteiro, não levar grandes "tareias", marcar um ippon (muito) de vez em quando ao sensei Osaka... como hoje, por acaso, acho que foi o caso.
Creio que fui bem sucedido numa tentativa de men-suriage-men. Sem querer, talvez, saí da linha central durante o breve momento em que ele executou o seu men, executei um suriage leve (não teve de ser muito "forte" porque, como disse, já estava fora da linha de ataque) e desferi um men, um pouco sayu, mas que foi o que... saiu. E quando digo "sem querer", volto a pensar nisso e deve mesmo ter sido por instinto, uma vez que o suriage que executei foi ura. Ou seja, "por fora"; do lado direito do kamae dele. Eu nunca, no meu perfeito juizo, tentaria parar um ataque men do sensei Osaka com suriage-URA. Eu? Tenho vergonha na cara.
Todo o resto do combate foi uma desgraça. Se o kendo deixasse marcas como o paintball, no fim do ji-geiko, acho que pareceria um Picasso... da fase abstracta.
O treino foi muito energético, muito graças ao "sensei" Luis que tomou conta dos principiantes durante toda a aula. Muito kirikaeshi, sempre, muito men a passar (e o meu tornozelo a aguentar), kote-men a passar, renzoku-waza [men+(kote-men)+(men-tai-atari-do)+men] sempre com motodachi(s) "em regime de rotatividade" e... faltou um bocadinho de kakarigeiko... e depois ji-geiko, claro.
No final, o sensei chamou-nos a atenção para a falta de postura que alguns de nós (eu, por exemplo) apresentam por vezes durante ji-geiko. Ele é "desvios de cabeça" para um lado e para outro, corpo todo torto... enfim.
Segundo o que ele nos disse, desde o momento em que se começa o ji-geiko, melhor... desde antes de se começar, desde o momento em que se caminha para o adversário para executar sonkyo, a linha do tronco, perpendicular ao chão, não se deve alterar mais.
Quando se bloqueia não se foge com o corpo para os lados ou para trás (também para quê, não é verdade que se está a bloquear?). E quando se ataca não se vai de mergulho...
Kendo "torto" é coisa de liceal... e japonês... e imaturo... isto, digo eu, né?
Okiniiiiiiii.
Hoje foi um bom dia.
Nos tempos que correm qualquer dia em que não chegue ao fim do treino estoirado ou que o meu tornozelo se aguente a aula toda, esse é um bom dia. E até que (eventualmente) retome a minha boa forma de há um ano e meio atrás, vou continuar assim, contentando-me com pequenas vitórias diárias, uma de cada vez.
Pequenas vitórias como chegar ao fim inteiro, não levar grandes "tareias", marcar um ippon (muito) de vez em quando ao sensei Osaka... como hoje, por acaso, acho que foi o caso.
Creio que fui bem sucedido numa tentativa de men-suriage-men. Sem querer, talvez, saí da linha central durante o breve momento em que ele executou o seu men, executei um suriage leve (não teve de ser muito "forte" porque, como disse, já estava fora da linha de ataque) e desferi um men, um pouco sayu, mas que foi o que... saiu. E quando digo "sem querer", volto a pensar nisso e deve mesmo ter sido por instinto, uma vez que o suriage que executei foi ura. Ou seja, "por fora"; do lado direito do kamae dele. Eu nunca, no meu perfeito juizo, tentaria parar um ataque men do sensei Osaka com suriage-URA. Eu? Tenho vergonha na cara.
Todo o resto do combate foi uma desgraça. Se o kendo deixasse marcas como o paintball, no fim do ji-geiko, acho que pareceria um Picasso... da fase abstracta.
O treino foi muito energético, muito graças ao "sensei" Luis que tomou conta dos principiantes durante toda a aula. Muito kirikaeshi, sempre, muito men a passar (e o meu tornozelo a aguentar), kote-men a passar, renzoku-waza [men+(kote-men)+(men-tai-atari-do)+men] sempre com motodachi(s) "em regime de rotatividade" e... faltou um bocadinho de kakarigeiko... e depois ji-geiko, claro.
No final, o sensei chamou-nos a atenção para a falta de postura que alguns de nós (eu, por exemplo) apresentam por vezes durante ji-geiko. Ele é "desvios de cabeça" para um lado e para outro, corpo todo torto... enfim.
Segundo o que ele nos disse, desde o momento em que se começa o ji-geiko, melhor... desde antes de se começar, desde o momento em que se caminha para o adversário para executar sonkyo, a linha do tronco, perpendicular ao chão, não se deve alterar mais.
Quando se bloqueia não se foge com o corpo para os lados ou para trás (também para quê, não é verdade que se está a bloquear?). E quando se ataca não se vai de mergulho...
Kendo "torto" é coisa de liceal... e japonês... e imaturo... isto, digo eu, né?
Okiniiiiiiii.
27.11.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 88
Segunda-feira, 26 de Novembro 2007
Os treinos dos últimos dias têm sido bons, para não variar.
A estrutura tem-se mantido quase sempre igual. Aliás, já é hábito: muito kirikaeshi para começar, depois os men e kote-men do costume... enfim, por aí fora, em mawari geiko ou com um número limitado de motodachi, até culminar com o incontornável ji-geiko na parte final do keiko.
E o senhor Osaka, por seu lado, não tem falado muito no fim de cada treino, daí também a falta de posts nesta secção ultimamente. Mas se não tem falado muito, tem malhado bastante na malta.
Hoje não sei, não fiz ji-geiko com ele, mas na sexta-feira... o homem estava imparável. Era um seme impressionante!... Só visto.
Já o disse aqui várias vezes que raramente lhe consigo fazer uma técnica da qual me orgulhe, mas por vezes ainda o consigo iludir, na parte de fintar, na parte em que começo os ataques, mesmo que a maior parte das vezes, como digo, a finalização deixe muito a desejar... mas na sexta, pôrra, estava intocável.
Sem espinhas. Cada vez que me tentava aproximar, bang; cada vez que esperava para tentar contra-atacar, re-bang, cada vez que imaginava ashi-sabaki com suri-age ou hiki-waza ou qualquer coisa, re-bang-bang-bang.
Assim não dá!!! Kendo de sétimo dan, meus meninos, é fogo.
Para quem está sempre a dizer que está velho... velho estou eu. Ele está aí pr'as curvas.
Hoje, no final do treino, apenas fez uma pequena referência acerca da tendência que alguns têm de inclinar o corpo para a frente quando executam as técnicas.
Men ou kote-men (ou que quer que seja) "a cair para a frente" não se qualificam muito bem no ranking do que é bom kendo para o senhor Osaka.
E puft... acabou-se.
Os treinos dos últimos dias têm sido bons, para não variar.
A estrutura tem-se mantido quase sempre igual. Aliás, já é hábito: muito kirikaeshi para começar, depois os men e kote-men do costume... enfim, por aí fora, em mawari geiko ou com um número limitado de motodachi, até culminar com o incontornável ji-geiko na parte final do keiko.
E o senhor Osaka, por seu lado, não tem falado muito no fim de cada treino, daí também a falta de posts nesta secção ultimamente. Mas se não tem falado muito, tem malhado bastante na malta.
Hoje não sei, não fiz ji-geiko com ele, mas na sexta-feira... o homem estava imparável. Era um seme impressionante!... Só visto.
Já o disse aqui várias vezes que raramente lhe consigo fazer uma técnica da qual me orgulhe, mas por vezes ainda o consigo iludir, na parte de fintar, na parte em que começo os ataques, mesmo que a maior parte das vezes, como digo, a finalização deixe muito a desejar... mas na sexta, pôrra, estava intocável.
Sem espinhas. Cada vez que me tentava aproximar, bang; cada vez que esperava para tentar contra-atacar, re-bang, cada vez que imaginava ashi-sabaki com suri-age ou hiki-waza ou qualquer coisa, re-bang-bang-bang.
Assim não dá!!! Kendo de sétimo dan, meus meninos, é fogo.
Para quem está sempre a dizer que está velho... velho estou eu. Ele está aí pr'as curvas.
Hoje, no final do treino, apenas fez uma pequena referência acerca da tendência que alguns têm de inclinar o corpo para a frente quando executam as técnicas.
Men ou kote-men (ou que quer que seja) "a cair para a frente" não se qualificam muito bem no ranking do que é bom kendo para o senhor Osaka.
E puft... acabou-se.
25.11.07
A "TIRANIA" DA IMPRENSA LOCAL 2
Uma alma caridosa, o Sérgio, enviou-me o resto da matéria da Gazeta do Interior sobre as aulas de kendo em Castelo Branco. Possivelmente espantado com a minha falta de capacidade de resolução de problemas internéticos, arranjou maneira, não sei como, lá está, de ter acesso ao resto do referido artigo.
E é precisamente a isso que me refiro quando, no fim do post anterior, falo de falta de visão.
A internet, pela sua própria natureza, deve ser, e esta era uma expressão que se usava bastante na Wunderman Portugal, quando acontecia ter de conceber sites para empresas comerciais, deve ser, diziamos, "à prova de burrice". Deve ser à prova de burrice, à prova de preguiça, à prova de tudo o que me afaste da vontade de clicar e "comprar", salvo seja, o que o site vende... nem que seja uma ideia ou um conceito apenas.
E isso significa que um site deve ser o mais friendly user que se possa imaginar.
Complicou? Marchou. Há ziliões de sites mais para ir ver, ler, comprar, vender.
Enfim, depois deste meu atestado de incompetência aqui fica o artigo completo tal como estava (diz o Sérgio?) no site:
NOVA SECÇÃO EM FUNCIONAMENTO NA ACADEMIA DE JUDO
Kendo: A herança dos samurais
A Academia de Judo de Castelo Branco tem, desde sábado, uma nova secção em funcionamento. Trata-se de uma arte marcial, a esgrima tradicional japonesa, denominada de kendo, que está repleta de situações diferentes do habitual, desde logo pelo visual dos praticantes, passando pela forma de estar dos mesmos.
Segundo Jorge Fernandes, director técnico da Academia, "esta modalidade surge como uma forma de diversificar as artes marciais, bem como para ser um complemento, em termos de visual e de filosofia. Passa a ser mais uma opção, que tanto as crianças, como os adultos, passam a ter em termos de prática des-portiva", sem esquecer que "também temos o objectivo de marcar de novo a diferença e sermos pioneiros nesta modalidade no Interior", explica.
Até ao momento, o kendo restringia-se "a Lisboa, Porto e Coimbra", o que equivale a dizer que Castelo Branco será a quarta cidade do País a acolher a modalidade, que a nível nacional está sob a égide da Associação Portuguesa de Kendo.
Jorge Fernandes acredita que "exista procura", até porque, "neste momento, já contamos com 10 praticantes adultos", muito embora "o nosso grande objectivo passe por termos crianças, porque estas são o garante do funcionamento e desenvolvimento da modalidade".
Ainda segundo o director técnico, a modalidade "não é perigosa para as crianças, porque há uma progressão técnica, como em qualquer modalidade desportiva. Eles começam por praticar com um kimono quase normal e, há medida que o tempo vai passando é que lhes é atribuída a parte das calças, depois a protecção da barriga, seguindo-se a máscara", ou seja, "há toda uma progressão que é feita normalmente e sem perigo".
Para leccionar esta prática, que será aberta aos interessados com mais de oito anos, inclusive, virão a Castelo Branco, todos os sábados, entre as 11 e as 13 horas, os mestres da modalidade, no caso concreto da Associação Portuguesa de Kendo, como aliás sucedeu sábado, onde estiveram cinco elementos daquela entidade.
Kendo é a esgrima tradicional japonesa.
Nuno Serrano, médico de profissão e presidente da estrutura que tutela a modalidade no País, começou por explicar que "o kendo, em ter-mos muito simplistas, para os europeus, é a esgrima tradicional japonesa. Mas, em termos comparativos, a única coisa que tem de semelhante é o uso de uma espada, que é a herança dos samurais".
Destacando "as amizades que se fazem na modalidade" e a possibilidade de "viajar muito" a praticá-la, Nuno Ser-rano desvaloriza o facto de "parecer altamente violento", pois chega-se ao final "sem nenhuma mossa", até porque "se utilizam espadas de bambu adaptadas a esta prática, desenhadas para terem uma segurança extrema. Apesar de todo o aparato é, talvez, das práticas desportivas/artes marciais mais seguras que conheço, porque é virtualmente impossível haver uma lesão. Sou médico e já pes-quisei sobre lesões a nível mundial. Estão descritas 13 ou 14 lesões. Não conheço mais nenhuma arte marcial onde isso aconteça", refere.
Para desenvolver esta técnica "que os samurais tentam preservar quando há a proibição do uso de espada no Japão, no final do século XIX" e que "é uma actividade muito exigente do ponto de vista físico e psicológico", existem em Portugal "três centros de prática, no Porto, Lisboa e Coimbra", num total de "280 sócios".
Castelo Branco será, desta forma, mais um passo para a divulgação e dinamização do kendo, sendo que, nesse sentido, no ano transacto, realizou-se em Portugal o Campeonato da Europa, que acolheu "450 atletas, de 29 países".
No fim de contas, o artigo nem era nada de especial... porque raio... ah, já me lembro, tudo o que eu queria era ver se tinha fotos... eh... esquece.
E é precisamente a isso que me refiro quando, no fim do post anterior, falo de falta de visão.
A internet, pela sua própria natureza, deve ser, e esta era uma expressão que se usava bastante na Wunderman Portugal, quando acontecia ter de conceber sites para empresas comerciais, deve ser, diziamos, "à prova de burrice". Deve ser à prova de burrice, à prova de preguiça, à prova de tudo o que me afaste da vontade de clicar e "comprar", salvo seja, o que o site vende... nem que seja uma ideia ou um conceito apenas.
E isso significa que um site deve ser o mais friendly user que se possa imaginar.
Complicou? Marchou. Há ziliões de sites mais para ir ver, ler, comprar, vender.
Enfim, depois deste meu atestado de incompetência aqui fica o artigo completo tal como estava (diz o Sérgio?) no site:
NOVA SECÇÃO EM FUNCIONAMENTO NA ACADEMIA DE JUDO
Kendo: A herança dos samurais
A Academia de Judo de Castelo Branco tem, desde sábado, uma nova secção em funcionamento. Trata-se de uma arte marcial, a esgrima tradicional japonesa, denominada de kendo, que está repleta de situações diferentes do habitual, desde logo pelo visual dos praticantes, passando pela forma de estar dos mesmos.
Segundo Jorge Fernandes, director técnico da Academia, "esta modalidade surge como uma forma de diversificar as artes marciais, bem como para ser um complemento, em termos de visual e de filosofia. Passa a ser mais uma opção, que tanto as crianças, como os adultos, passam a ter em termos de prática des-portiva", sem esquecer que "também temos o objectivo de marcar de novo a diferença e sermos pioneiros nesta modalidade no Interior", explica.
Até ao momento, o kendo restringia-se "a Lisboa, Porto e Coimbra", o que equivale a dizer que Castelo Branco será a quarta cidade do País a acolher a modalidade, que a nível nacional está sob a égide da Associação Portuguesa de Kendo.
Jorge Fernandes acredita que "exista procura", até porque, "neste momento, já contamos com 10 praticantes adultos", muito embora "o nosso grande objectivo passe por termos crianças, porque estas são o garante do funcionamento e desenvolvimento da modalidade".
Ainda segundo o director técnico, a modalidade "não é perigosa para as crianças, porque há uma progressão técnica, como em qualquer modalidade desportiva. Eles começam por praticar com um kimono quase normal e, há medida que o tempo vai passando é que lhes é atribuída a parte das calças, depois a protecção da barriga, seguindo-se a máscara", ou seja, "há toda uma progressão que é feita normalmente e sem perigo".
Para leccionar esta prática, que será aberta aos interessados com mais de oito anos, inclusive, virão a Castelo Branco, todos os sábados, entre as 11 e as 13 horas, os mestres da modalidade, no caso concreto da Associação Portuguesa de Kendo, como aliás sucedeu sábado, onde estiveram cinco elementos daquela entidade.
Kendo é a esgrima tradicional japonesa.
Nuno Serrano, médico de profissão e presidente da estrutura que tutela a modalidade no País, começou por explicar que "o kendo, em ter-mos muito simplistas, para os europeus, é a esgrima tradicional japonesa. Mas, em termos comparativos, a única coisa que tem de semelhante é o uso de uma espada, que é a herança dos samurais".
Destacando "as amizades que se fazem na modalidade" e a possibilidade de "viajar muito" a praticá-la, Nuno Ser-rano desvaloriza o facto de "parecer altamente violento", pois chega-se ao final "sem nenhuma mossa", até porque "se utilizam espadas de bambu adaptadas a esta prática, desenhadas para terem uma segurança extrema. Apesar de todo o aparato é, talvez, das práticas desportivas/artes marciais mais seguras que conheço, porque é virtualmente impossível haver uma lesão. Sou médico e já pes-quisei sobre lesões a nível mundial. Estão descritas 13 ou 14 lesões. Não conheço mais nenhuma arte marcial onde isso aconteça", refere.
Para desenvolver esta técnica "que os samurais tentam preservar quando há a proibição do uso de espada no Japão, no final do século XIX" e que "é uma actividade muito exigente do ponto de vista físico e psicológico", existem em Portugal "três centros de prática, no Porto, Lisboa e Coimbra", num total de "280 sócios".
Castelo Branco será, desta forma, mais um passo para a divulgação e dinamização do kendo, sendo que, nesse sentido, no ano transacto, realizou-se em Portugal o Campeonato da Europa, que acolheu "450 atletas, de 29 países".
No fim de contas, o artigo nem era nada de especial... porque raio... ah, já me lembro, tudo o que eu queria era ver se tinha fotos... eh... esquece.
21.11.07
A "TIRANIA" DA IMPRENSA LOCAL
Queria fazer um post sobre a aula de sábado passado em Castelo Branco e lembrei-me que tinham estado dois jornalistas durante a mesma, só que não sabia o nome do periódico que tinha feito a cobertura do "evento".
Procurei jornais da zona na net e encontrei edições online de dois jornais: a Gazeta do Interior e o jornal Reconquista. Esperei uns dias pelas actualizações de ambos e encontrei isto na Gazeta:
NOVA SECÇÃO EM FUNCIONAMENTO NA ACADEMIA DE JUDO
Kendo: A herança dos samurais
A Academia de Judo de Castelo Branco tem, desde sábado, uma nova secção em funcionamento. Trata-se de uma arte marcial, a esgrima tradicional japonesa, denominada de kendo, que está repleta de situações diferentes do habitual, desde logo pelo visual dos praticantes, passando pela forma de estar dos mesmos. 21-11-2007
Assim reza a edição online da Gazeta do Interior de Castelo Branco. Ainda tentei clicar na continuação para ler o artigo, e ver se havia alguma foto, mas saiu-me uma página de assinatura (da edição em papel) e não consegui ler o resto da notícia.
Paciência. Mas fica a(s) pergunta(s) à direcção da Gazeta:
Para que serve ter uma edição online de um jornal, se apenas se pode ler o destaque da notícia e não se tem acesso ao resto?
Mais vale despedir toda a gente que faz a edição online e colocar apenas uma página para angariar assinaturas. Pois se nem há a possibilidade de fazer uma assinatura da edição online do jornal. QUE ESTÁ ALI, À NOSSA FRENTE, NO MONITOR DO COMPUTADOR.
Ou seja, só tenho acesso à edição online se assinar a edição em papel.
Mas, que raio... se assinar a edição em papel para que diabo necessito de ir à net?
Alguém me explica??? Intitulei este post de "A tirania da imprensa local", mas acho que devia ter intitulado "A falta de visão da imprensa local"...
Bela merda. Fiquei sem vontade de falar sobre o treino.
Enfim, espero que as aulas corram melhor do que a divulgação das mesmas.
19.11.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 87
Segunda-feira, 19 de Novembro de 2007
Hoje combati em jodan... contra o sensei Osaka.
Como é o dia do aniversário dele, foi o "presente" que lhe dei. Correu mais ou menos... hum... menos... para mim, claro.
Levei um arraial de kote(s) que foi uma festa... e um GYAKU-DO. (Acho que) lá pelo meio da confusão consegui marcar um men (acho).
O treino foi bastante acelerado, com kirikaeshi (menos do que o costume) a abrir as hostilidades, passando rapidamente por men-uchi, renzoku-waza (kote-men, kote-do, tai-atari variados) e depois a piéce de resistence, ji-geiko, claro.
No final, recebemos uma ideia muito interessante de oferta.
Dizia o senhor Osaka que quando (em ji-geiko ou shiai) atacamos men, é preferível que a nossa linha de deslocação seja na direcção do lado direito do adversário.
Ou seja, devemos prosseguir para a nossa esquerda. Um pouco como acontece com a execução correcta de kote. O nosso pé direito deve seguir uma trajectória diagonal na direcção do pé direito do opositor. Todos temos a tendência, talvez resultado de inúmeros men "a passar", de seguir em direcção, ou do centro do adversário, ou, na maior parte das vezes, da esquerda do mesmo.
As vantagens de atacar para a direita são claras. "ocupamos mais" o centro do combate e contra-atacar, por exemplo, quer com nuki-do ou kaeshi-do é bastante mais difícil de realizar pelo adversário. Mais ainda, se o atacarmos pela direita do seu shinai, uma das poucas coisas que lhe restam fazer será talvez men-suriage(ura)-men, ou coisa parecida e complicada; ora para fazer men-suriage(ura)-men com sucesso durante um combate é preciso ser muuuuuito bom nesta coisa do kendo.
Já está, quarta-feira talvez haja mais.... ou se calhar, antes disso, conto-vos como foi a minha ida à primeira aula de kendo, de sempre, em Castelo Branco.
Hoje combati em jodan... contra o sensei Osaka.
Como é o dia do aniversário dele, foi o "presente" que lhe dei. Correu mais ou menos... hum... menos... para mim, claro.
Levei um arraial de kote(s) que foi uma festa... e um GYAKU-DO. (Acho que) lá pelo meio da confusão consegui marcar um men (acho).
O treino foi bastante acelerado, com kirikaeshi (menos do que o costume) a abrir as hostilidades, passando rapidamente por men-uchi, renzoku-waza (kote-men, kote-do, tai-atari variados) e depois a piéce de resistence, ji-geiko, claro.
No final, recebemos uma ideia muito interessante de oferta.
Dizia o senhor Osaka que quando (em ji-geiko ou shiai) atacamos men, é preferível que a nossa linha de deslocação seja na direcção do lado direito do adversário.
Ou seja, devemos prosseguir para a nossa esquerda. Um pouco como acontece com a execução correcta de kote. O nosso pé direito deve seguir uma trajectória diagonal na direcção do pé direito do opositor. Todos temos a tendência, talvez resultado de inúmeros men "a passar", de seguir em direcção, ou do centro do adversário, ou, na maior parte das vezes, da esquerda do mesmo.
As vantagens de atacar para a direita são claras. "ocupamos mais" o centro do combate e contra-atacar, por exemplo, quer com nuki-do ou kaeshi-do é bastante mais difícil de realizar pelo adversário. Mais ainda, se o atacarmos pela direita do seu shinai, uma das poucas coisas que lhe restam fazer será talvez men-suriage(ura)-men, ou coisa parecida e complicada; ora para fazer men-suriage(ura)-men com sucesso durante um combate é preciso ser muuuuuito bom nesta coisa do kendo.
Já está, quarta-feira talvez haja mais.... ou se calhar, antes disso, conto-vos como foi a minha ida à primeira aula de kendo, de sempre, em Castelo Branco.
14.11.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 85 E 86
Quarta-feira, 14 de Novembro 2007
e
Sexta-feira, 16 de Novembro 2007
Que lhes posso eu dizer acerca destes treinos?
Foram excelentes treinos. Aliás, nos últimos dias, as coisas voltaram a aquecer bastante ali pr'ós lados do Alto do Varejão. Algum kakarigeiko, muito mawari-geiko, que é como quem diz, muito kirikaeshi, muito renzoku-waza, e claro, muito jigeiko. Bué de jigeiko.
No final das aulas, na quarta, o sensei disse ao pessoal mais novo para tomar cuidado e não levantar mito o pé direiro antes das deslocações: por exemplo, antes de fazer men a passar. Dar impulso e avançar com o pé rente ao chão e, no fim, levantá-lo apenas o suficiente para fazer fumikomi-ashi. E nunca deixar que se lhe veja a sola do pé.
Hoje, o senhor Osaka recomendou menos força na mão direita e mais força na outra, a esquerda, exactamente. E sendo assim... não tenho grande coisa mais para dizer.
Até 2ª e bom fim-de-semana.
e
Sexta-feira, 16 de Novembro 2007
Que lhes posso eu dizer acerca destes treinos?
Foram excelentes treinos. Aliás, nos últimos dias, as coisas voltaram a aquecer bastante ali pr'ós lados do Alto do Varejão. Algum kakarigeiko, muito mawari-geiko, que é como quem diz, muito kirikaeshi, muito renzoku-waza, e claro, muito jigeiko. Bué de jigeiko.
No final das aulas, na quarta, o sensei disse ao pessoal mais novo para tomar cuidado e não levantar mito o pé direiro antes das deslocações: por exemplo, antes de fazer men a passar. Dar impulso e avançar com o pé rente ao chão e, no fim, levantá-lo apenas o suficiente para fazer fumikomi-ashi. E nunca deixar que se lhe veja a sola do pé.
Hoje, o senhor Osaka recomendou menos força na mão direita e mais força na outra, a esquerda, exactamente. E sendo assim... não tenho grande coisa mais para dizer.
Até 2ª e bom fim-de-semana.
13.11.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 84
Segunda-feira, 12 de Novembro 2007
A mandrice e a indolência alojaram-se durante todo o domingo, qual canga sobre o cachaço de um bovídeo.
Hoje, todas as minhas junções naturais dos meus ínferos membros acusavam o esforço extra do tirocínio de sábado e, semianquilosadas, colocavam-me assim numa posição assaz comprometedora.
Num momento de tresvario, ignorei as maleitas e decidi sair de qualquer forma. E lá fui tirocinar uma vez mais. Que labéu me poderia adver de tal, pensei?
Claro está que os achaques não se fizeram rogados e acompanharam-me, arrojando-se como um vero séquito, durante quase todo o keiko.
Levar a bom porto a prática hebdomadária das segundas-feiras, tornou-se assim numa empresa de dimensões dantescas, apenas comparável uma qualquer heróica e intrépida pugna, digna, sem escrúpulo, de ser contada, e cantada, em decassílabos camonianos ou através de uma peça Shura Noh (Usagi Monogatari?) às gerações vindouras.
Tanto denodo pessoal colheu, no entanto, como aliás sempre colhe, o ditoso fruto da árvore da aventurança.
No epílogo do keiko, o sensei dissertou brevemente acerca do tema :”A necessidade de executar hiki-waza com mais convicção”.
E deu por rematada a sessão.
A mandrice e a indolência alojaram-se durante todo o domingo, qual canga sobre o cachaço de um bovídeo.
Hoje, todas as minhas junções naturais dos meus ínferos membros acusavam o esforço extra do tirocínio de sábado e, semianquilosadas, colocavam-me assim numa posição assaz comprometedora.
Num momento de tresvario, ignorei as maleitas e decidi sair de qualquer forma. E lá fui tirocinar uma vez mais. Que labéu me poderia adver de tal, pensei?
Claro está que os achaques não se fizeram rogados e acompanharam-me, arrojando-se como um vero séquito, durante quase todo o keiko.
Levar a bom porto a prática hebdomadária das segundas-feiras, tornou-se assim numa empresa de dimensões dantescas, apenas comparável uma qualquer heróica e intrépida pugna, digna, sem escrúpulo, de ser contada, e cantada, em decassílabos camonianos ou através de uma peça Shura Noh (Usagi Monogatari?) às gerações vindouras.
Tanto denodo pessoal colheu, no entanto, como aliás sempre colhe, o ditoso fruto da árvore da aventurança.
No epílogo do keiko, o sensei dissertou brevemente acerca do tema :”A necessidade de executar hiki-waza com mais convicção”.
E deu por rematada a sessão.
10.11.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 83
(Edição Especial)
Sábado, 10 de Novembro 2007
Consegui. Cheguei (mais ou menos) inteiro ao fim.
Não que o treino em si fosse muito violento, longe disso, estava era com medo que o meu pé não se aguentasse à bronca. Mas correu tudo bem. Coxeei um bocadinho durante os men e kote-men "a passar", mas isso já começa a ser recorrente (a parte do "passar", estoira-me sempre o tornozelo) mas depois recompus-me e acabei o treino na boa. No fim, nem estava tão cansado como inicialmente supunha que iria ficar.
No fim deste belo treino de quase 3 horas (não começou mesmo às duas e acabou um bocadinho antes do que era suposto) em que nos envolvemos no treino de coisas tão diversas como Bokuto ni yoru kendo kihon waza keiko ho, renzoku-waza, uchikomi-geiko, kirikaeshi, oji-waza, hiki-waza, ji-geiko e não me lembro agora de mais, no fim, dizia eu, o senhor Osaka centrou as suas palavras sobre 3 temas:
1 - Variar o ângulo de ataque quando se executa hiki-waza, nomeadamente hiki-men.
Que é que isto quer dizer? Alternar o ataque "clássico" de hiki-(sho)men e fazer também hiki-(sayu)men, atacando de ambos os lados, esquerdo e direito.
2 - Executar (em shiai, por exemplo) kaeshi-do em detrimento de nuki-do. Em última análise (suponho eu), porque kaeshi-do é mais seguro que nuki-do.
E, para o fazer bem, o kaeshi, convém atrair o adversário primeiro, forçando-o a fazer men. Como? Pressionando. Pressionar, pressionar, pressionar até ele ceder à tentação. Numa palavra, criar suki.
Back to basics, sempre.
3 - O terceiro ponto tinha a ver com alternativas de ataque e contra-ataque contra hidari-jodan-kamae, mas por incrível que possa parecer, vejam lá... não me lembro de absolutamente nada do que ele disse a esse respeito...
Até segunda e bom resto de fim-de-semana.
Sábado, 10 de Novembro 2007
Consegui. Cheguei (mais ou menos) inteiro ao fim.
Não que o treino em si fosse muito violento, longe disso, estava era com medo que o meu pé não se aguentasse à bronca. Mas correu tudo bem. Coxeei um bocadinho durante os men e kote-men "a passar", mas isso já começa a ser recorrente (a parte do "passar", estoira-me sempre o tornozelo) mas depois recompus-me e acabei o treino na boa. No fim, nem estava tão cansado como inicialmente supunha que iria ficar.
No fim deste belo treino de quase 3 horas (não começou mesmo às duas e acabou um bocadinho antes do que era suposto) em que nos envolvemos no treino de coisas tão diversas como Bokuto ni yoru kendo kihon waza keiko ho, renzoku-waza, uchikomi-geiko, kirikaeshi, oji-waza, hiki-waza, ji-geiko e não me lembro agora de mais, no fim, dizia eu, o senhor Osaka centrou as suas palavras sobre 3 temas:
1 - Variar o ângulo de ataque quando se executa hiki-waza, nomeadamente hiki-men.
Que é que isto quer dizer? Alternar o ataque "clássico" de hiki-(sho)men e fazer também hiki-(sayu)men, atacando de ambos os lados, esquerdo e direito.
2 - Executar (em shiai, por exemplo) kaeshi-do em detrimento de nuki-do. Em última análise (suponho eu), porque kaeshi-do é mais seguro que nuki-do.
E, para o fazer bem, o kaeshi, convém atrair o adversário primeiro, forçando-o a fazer men. Como? Pressionando. Pressionar, pressionar, pressionar até ele ceder à tentação. Numa palavra, criar suki.
Back to basics, sempre.
3 - O terceiro ponto tinha a ver com alternativas de ataque e contra-ataque contra hidari-jodan-kamae, mas por incrível que possa parecer, vejam lá... não me lembro de absolutamente nada do que ele disse a esse respeito...
Até segunda e bom resto de fim-de-semana.
9.11.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 82
Sexta-feira, 9 de Novembro 2007
Isto hoje começou mal para mim.
Tive um mau feeling durante a tarde e cheguei a pensar em não treinar. Se calhar, devia ter ficado em casa, mesmo, pois ainda nem tinha colocado o bogu e já estava à rasca do meu malfadado tornozelo.
Choyaku-suburi? Claro! Quantos, vinte? Nem consegui fazer dez.
Estava mesmo a ver que tinha de sair a meio do treino. Aí, coloquei a meia-elástica, fizemos sonkyo, men-tsuke e, só à experiência, fui tentar fazer uns kirikaeshi... só para ver.
Fiz alguns men-kirikaeshi, primeiro, depois alguns do-kirikaeshi... bem, aguentou-se menos mal; sem nada a perder, segui a tentar a sorte. Séries de 5 shomen, depois de 5 kote-men, depois de 5 kote-do... por esta altura já estava convencido que conseguia chegar ao fim inteiro. Kakarigeiko foi o teste final... e o pé lá se aguentou. Dois kirikaeshi mais para acabar em beleza e estou safo. Fixe.
Ainda bem que não saí a meio.
No final, o sensei apenas nos disse para fazermos os 3 shomen de cada kirikaeshi como se fosse men-ikkyodo, ou seja, num gesto. Não "partir" o movimento em partes.
Não é: sobe-pára-desce.
É um gesto só: Sobe e desce e bate de um gesto.
E em seguida, também de um gesto, saudámo-lo e retirámo-nos.
Amanhã há treino especial durante a tarde. Das 2 às 6. Pode ser que ele diga alguma coisa no fim...
Isto hoje começou mal para mim.
Tive um mau feeling durante a tarde e cheguei a pensar em não treinar. Se calhar, devia ter ficado em casa, mesmo, pois ainda nem tinha colocado o bogu e já estava à rasca do meu malfadado tornozelo.
Choyaku-suburi? Claro! Quantos, vinte? Nem consegui fazer dez.
Estava mesmo a ver que tinha de sair a meio do treino. Aí, coloquei a meia-elástica, fizemos sonkyo, men-tsuke e, só à experiência, fui tentar fazer uns kirikaeshi... só para ver.
Fiz alguns men-kirikaeshi, primeiro, depois alguns do-kirikaeshi... bem, aguentou-se menos mal; sem nada a perder, segui a tentar a sorte. Séries de 5 shomen, depois de 5 kote-men, depois de 5 kote-do... por esta altura já estava convencido que conseguia chegar ao fim inteiro. Kakarigeiko foi o teste final... e o pé lá se aguentou. Dois kirikaeshi mais para acabar em beleza e estou safo. Fixe.
Ainda bem que não saí a meio.
No final, o sensei apenas nos disse para fazermos os 3 shomen de cada kirikaeshi como se fosse men-ikkyodo, ou seja, num gesto. Não "partir" o movimento em partes.
Não é: sobe-pára-desce.
É um gesto só: Sobe e desce e bate de um gesto.
E em seguida, também de um gesto, saudámo-lo e retirámo-nos.
Amanhã há treino especial durante a tarde. Das 2 às 6. Pode ser que ele diga alguma coisa no fim...
8.11.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 81
Quarta-feira , 7 de Novembro 2007
Mais um dia calmo. Pouca gente, mas gente dedicada. E teve mesmo de ser, porque menos pessoas e o mesmo tempo de mawari-geiko, dá origem a que se faça cada exercício mais vezes.
O treino consistiu basicamente, passada a "fase kirikaeshi" inicial, em waza variado, mais exactamente: men, kote-men, men-taiatari-men, men-taiatari-do, men-taiatari-kote... e por aí.
Entrámos depois na "fase kirikaeshi" final: men-kirikaeshi de uma ponta à outra do dojo, seguido de do-kirikaeshi, kote-kirikaeshi e finalmente men-kirikaeshi simples (só uma ida e volta) e "de um fôlego", também de uma ponta à outra do dojo.
No final, as recomendações habituais centraram-se na posição do tronco durante a execução das técnicas: corpo direito, força "no umbigo". Nada de inclinações para a frente ou para trás... kendo bonito, lá está.
Em resumo, keiko muito tranquilo, mas muito energético.
Para sábado, já fomos avisados que devemos levar bokuto para o treino especial da tarde.
A pergunta é: Nihon Kendo Kata ou Bokuto ni yoru Kendo kihon waza keiko ho?
Ou ambos?
Mais um dia calmo. Pouca gente, mas gente dedicada. E teve mesmo de ser, porque menos pessoas e o mesmo tempo de mawari-geiko, dá origem a que se faça cada exercício mais vezes.
O treino consistiu basicamente, passada a "fase kirikaeshi" inicial, em waza variado, mais exactamente: men, kote-men, men-taiatari-men, men-taiatari-do, men-taiatari-kote... e por aí.
Entrámos depois na "fase kirikaeshi" final: men-kirikaeshi de uma ponta à outra do dojo, seguido de do-kirikaeshi, kote-kirikaeshi e finalmente men-kirikaeshi simples (só uma ida e volta) e "de um fôlego", também de uma ponta à outra do dojo.
No final, as recomendações habituais centraram-se na posição do tronco durante a execução das técnicas: corpo direito, força "no umbigo". Nada de inclinações para a frente ou para trás... kendo bonito, lá está.
Em resumo, keiko muito tranquilo, mas muito energético.
Para sábado, já fomos avisados que devemos levar bokuto para o treino especial da tarde.
A pergunta é: Nihon Kendo Kata ou Bokuto ni yoru Kendo kihon waza keiko ho?
Ou ambos?
6.11.07
O TERRAMOTO DE TOKYO
Teramoto Shoji, com epicentro em Osaka, foi um dos acontecimentos mais destrutivos do orgulho do kendo de Tokyo dos últimos anos. Alguns dos edificios mais prometedores da capital e dos seus arredores, como o Uchimura Tower e o Takanabe Building em Kanagawa, foram totalmente desmantelados pela fúria do abalo e pelas duas réplicas que se seguiram, Sato e Kiwada.

Imagem da derrocada final do Takanabe Building
O filme dos acontecimentos finais pode ser descarregado clicando aqui: http://www.kendo-fik.org/english-page/phot-jif/55th-AJKC2007-2_0001.wmv
5.11.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 80
Segunda-feira, 5 de Novembro 2007
Estou todo partido.
Não treinei na 6ª e é tal como o outro diz: "Basta um dia sem treinar e o teu corpo sente..." e o meu sentiu hoje.
E hoje fizemos uma coisa que (penso que) nunca tinhamos feito antes. Kote-kirikaeshi. Exacto... kote em "formato" kirikaeshi.
Tal qual como men-kirikaeshi, ou do-kirikaeshi, só que kote.
Shomen-uchi para começar e depois hidari-kote, migi-kote... tudo igual a um kirikaeshi normal. O motodachi esse, coloca os braços lado a lado, mais ou menos à altura do plexus solar, segurando naturalmente o shinai (alinhado a meio do corpo e) colado ao men.
Simples e muito interessante.
No fim do treino o senhor Osaka pediu-nos mais zanshin depois de cada ataque feito durante a execução de kakarigeiko. Não "abandonar" o movimento cedo de mais (nunca?). Manter a atenção depois de cada viragem e não se desconcentrar até ao fim do exercício.
Foi só. Vou-me sentar no sofá, a babar-me durante umas horas a olhar pr'a TV... estou feito em papa.
Sayonara.
Estou todo partido.
Não treinei na 6ª e é tal como o outro diz: "Basta um dia sem treinar e o teu corpo sente..." e o meu sentiu hoje.
E hoje fizemos uma coisa que (penso que) nunca tinhamos feito antes. Kote-kirikaeshi. Exacto... kote em "formato" kirikaeshi.
Tal qual como men-kirikaeshi, ou do-kirikaeshi, só que kote.
Shomen-uchi para começar e depois hidari-kote, migi-kote... tudo igual a um kirikaeshi normal. O motodachi esse, coloca os braços lado a lado, mais ou menos à altura do plexus solar, segurando naturalmente o shinai (alinhado a meio do corpo e) colado ao men.
Simples e muito interessante.
No fim do treino o senhor Osaka pediu-nos mais zanshin depois de cada ataque feito durante a execução de kakarigeiko. Não "abandonar" o movimento cedo de mais (nunca?). Manter a atenção depois de cada viragem e não se desconcentrar até ao fim do exercício.
Foi só. Vou-me sentar no sofá, a babar-me durante umas horas a olhar pr'a TV... estou feito em papa.
Sayonara.
4.11.07
3.11.07
55ºS ALL JAPAN KENDO CHAMPIONSHIPS

Esta foi a 6ª participação de Teramoto Shoji, (32, 6º dan, Polícia de Osaka) nos nacionais de kendo do Japão, sendo que nunca antes tinha conseguido chegar ao pódio.
O seu curriculum inclui, no entanto, entre outras coisas:
All Japan Police Championships (equipas), 1º lugar - 4 vezes.
All Japan Police Championships (individual), - um 2º e um 3º lugares.
Membro da equipa japonesa no 14th WKC.
A grande novidade sobre os campeonatos deste ano é que o tempo regulamentar dos combates das meias-finais, bem como o do combate final, passou de cinco para dez minutos (!!!).
Ou seja, só há lugar a encho, se o empate subsistir depois desse tempo todo.
Que foi precisamente o que aconteceu este ano. O outro finalista, Takanabe (da polícia de Kanagawa), marcou primeiro ippon (men) aos dois minutos; aos oito, Teramoto respondeu na mesma moeda (men).
Aos 4 minutos e meio de encho, Teramoto marcou o ippon vitorioso também através de men.
Uma nota de pé de página destes 55ºs campeonatos foi a presença de um combatente utilizando nito (Yamana, um polícia de Tokushima) coisa que já não acontecia há cerca de 44 anos.
O departamento de polícia de Osaka tem muito que festejar como se pode ver pelos resultados finais, o que faz com que hoje seja um bom dia para se ser bandido em Osaka, pois não deve haver um único polícia sóbrio na cidade.
1º Teramoto Shoji (Osaka)
2º Takanabe (Kanagawa)
3º Sato.H (Osaka)
3º Kiwada (Osaka)
Kampai.
O seu curriculum inclui, no entanto, entre outras coisas:
All Japan Police Championships (equipas), 1º lugar - 4 vezes.
All Japan Police Championships (individual), - um 2º e um 3º lugares.
Membro da equipa japonesa no 14th WKC.
A grande novidade sobre os campeonatos deste ano é que o tempo regulamentar dos combates das meias-finais, bem como o do combate final, passou de cinco para dez minutos (!!!).
Ou seja, só há lugar a encho, se o empate subsistir depois desse tempo todo.
Que foi precisamente o que aconteceu este ano. O outro finalista, Takanabe (da polícia de Kanagawa), marcou primeiro ippon (men) aos dois minutos; aos oito, Teramoto respondeu na mesma moeda (men).
Aos 4 minutos e meio de encho, Teramoto marcou o ippon vitorioso também através de men.
Uma nota de pé de página destes 55ºs campeonatos foi a presença de um combatente utilizando nito (Yamana, um polícia de Tokushima) coisa que já não acontecia há cerca de 44 anos.
O departamento de polícia de Osaka tem muito que festejar como se pode ver pelos resultados finais, o que faz com que hoje seja um bom dia para se ser bandido em Osaka, pois não deve haver um único polícia sóbrio na cidade.
1º Teramoto Shoji (Osaka)
2º Takanabe (Kanagawa)
3º Sato.H (Osaka)
3º Kiwada (Osaka)
Kampai.
1.11.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 79
Quarta-feira, 31 de Outubro 2007
Mais um dia de treino. Bom, velho e honesto treino. Centrado sobretudo em nidan-waza; muito kote-men, muito kote-do... pelo caminho, um ou outro kirikaeshi... só para não esquecer.
Sem grandes precalços.
No fim, o sensei referiu que, para se executar kote-do rapidamente, o pé esquerdo deve reagir exactamente como se de kote-men se tratasse. ou seja, precipitar-se para a frente o mais velozmente possível. Muitos de nós, segundo ele disse (enquanto olhava para mim?), ainda demoram muito a puxar o pé para a frente antes de executar o do... e é verdade que kote-do sempre foi um daqueles encadeamentos que nunca me foi particularmente feliz. E também é verdade que ele foi meu motodachi quando eu fiz uma das séries... eh lá, seria por isso que... ?
Até segunda, pois sexta não treino... ah, mas se alguém quiser mandar o "relatório" da aula...
Mais um dia de treino. Bom, velho e honesto treino. Centrado sobretudo em nidan-waza; muito kote-men, muito kote-do... pelo caminho, um ou outro kirikaeshi... só para não esquecer.
Sem grandes precalços.
No fim, o sensei referiu que, para se executar kote-do rapidamente, o pé esquerdo deve reagir exactamente como se de kote-men se tratasse. ou seja, precipitar-se para a frente o mais velozmente possível. Muitos de nós, segundo ele disse (enquanto olhava para mim?), ainda demoram muito a puxar o pé para a frente antes de executar o do... e é verdade que kote-do sempre foi um daqueles encadeamentos que nunca me foi particularmente feliz. E também é verdade que ele foi meu motodachi quando eu fiz uma das séries... eh lá, seria por isso que... ?
Até segunda, pois sexta não treino... ah, mas se alguém quiser mandar o "relatório" da aula...
EFEMÉRIDE
Faz hoje precisamente 4 anos.
No dia 1 de Novembro de 2003 foi oficialmente "inaugurada" uma classe regular de kendo na cidade do Porto.
Presentes para o primeiro "treino a sério" esteve o (então) 6º dan sensei Osaka Masakiyo, acompanhado de alguns dos alunos mais antigos da classe de Lisboa.
É com grande prazer que envio a todos os kendokas do norte votos de feliz aniversário para a actual Associação de Kendo do Porto.
Omédetou!
(que é, tal como o Joni me disse, a maneira de se dizer "Parabéns" em japonês.)
No dia 1 de Novembro de 2003 foi oficialmente "inaugurada" uma classe regular de kendo na cidade do Porto.
Presentes para o primeiro "treino a sério" esteve o (então) 6º dan sensei Osaka Masakiyo, acompanhado de alguns dos alunos mais antigos da classe de Lisboa.
É com grande prazer que envio a todos os kendokas do norte votos de feliz aniversário para a actual Associação de Kendo do Porto.
Omédetou!
(que é, tal como o Joni me disse, a maneira de se dizer "Parabéns" em japonês.)
31.10.07
OS LINKS DE NOVEMBRO
Os mais atentos já terão reparado com certeza na existência, desde o mês de Outubro, de duas novas secções neste blog: os "links do mês" de Kendo e o de Budo.
Este mês no link de kendo a conexão leva-nos até uma página pertença do Mushinkan Kendo & Iaido Dojo em Colorado Springs, no estado do Colorado, USA.
Lá dentro, no endereço: http://www.mushinkankendo.com/kendo_kihon_waza.html encontra-se uma explicação dos princípios teóricos, bem como uma excelente descrição prática, de Bokuto ni yoru Kendo kihon-waza keiko-ho, que é como quem diz, das Aplicações técnicas do bokuto como prática fundamental do Kendo.
No link do mês de Budo:
http://www.nanzan-u.ac.jp/SHUBUNKEN/publications/jjrs/pdf/586.pdf está o "famigerado" texto da autoria de Yamada Shoji, desmontando (quase) frase a frase o livro da autoria de Eugen Herrigel, Zen in der Kunst des Bogenschiessens, traduzido para português no Brasil e editado entre nós com o colorido título A arte cavalheiresca do arqueiro zen.
O documento em causa, The myth of zen in the art of archery, é um texto obrigatório para todos os budokas sérios e adverte-se que a sua leitura pode causar sérios danos a inúmeros preconceitos acumulados durante anos e anos de más leituras e/ou documentários foleiros do Discovery Channel sobre artes marciais japonesas.
Este mês no link de kendo a conexão leva-nos até uma página pertença do Mushinkan Kendo & Iaido Dojo em Colorado Springs, no estado do Colorado, USA.
Lá dentro, no endereço: http://www.mushinkankendo.com/kendo_kihon_waza.html encontra-se uma explicação dos princípios teóricos, bem como uma excelente descrição prática, de Bokuto ni yoru Kendo kihon-waza keiko-ho, que é como quem diz, das Aplicações técnicas do bokuto como prática fundamental do Kendo.
No link do mês de Budo:
http://www.nanzan-u.ac.jp/SHUBUNKEN/publications/jjrs/pdf/586.pdf está o "famigerado" texto da autoria de Yamada Shoji, desmontando (quase) frase a frase o livro da autoria de Eugen Herrigel, Zen in der Kunst des Bogenschiessens, traduzido para português no Brasil e editado entre nós com o colorido título A arte cavalheiresca do arqueiro zen.
O documento em causa, The myth of zen in the art of archery, é um texto obrigatório para todos os budokas sérios e adverte-se que a sua leitura pode causar sérios danos a inúmeros preconceitos acumulados durante anos e anos de más leituras e/ou documentários foleiros do Discovery Channel sobre artes marciais japonesas.
29.10.07
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 78
Segunda-feira, 29 de Outubro 2007
Pois hoje quem deu a aula fui eu.
Não se preocupem, não vou fazer uma avaliação e/ou dar aconselhamentos finais como o nosso (verdadeiro) instrutor faz. Não tenho arcaboiço para tal.
Até porque quando sou obrigado, pela força das circunstãncias, a dar uma aula (como hoje em que o sensei se atrasou e chegou bastante tarde) limito-me a imitar a estrutura das aulas dele. E é caso para dizer que isso é tudo o que eu imito.
No entanto, apesar de não dar a aula, no fim da mesma, o senhor Osaka fez um comentário que me parece bastante interessante, enquanto corrigia os kirikaeshis executados por dois colegas nossos que lhe pediram conselho.
Dizia ele que um dos executantes, avançava demasiado durante a primeira série de ataques e não recuava suficiente na segunda. Resultado? Nada do outro mundo, mas acabava muito à frente do lugar onde tinha começado.
Os antecedentes marciais, chamemos-lhe assim, às vezes são uma coisa muito útil. Desde que comecei a treinar kendo que, fruto do meus tempos de karateka, me habituei à ideia que (tal como no karate) kata, kihon, bokuto waza, uchi-komi, ou o que quiserem, se são concebidos em número par, se são repetíveis e se são executados consecutivamente por motodachi e kakarité devem acabar no lugar onde começaram. Desta vez deram-me razão.
E porquê? Porque é que se faz semelhante coisa? Porque é assim que deve ser feito.
Eheheh. Algum problema nisso?
Porque sim.
Pois hoje quem deu a aula fui eu.
Não se preocupem, não vou fazer uma avaliação e/ou dar aconselhamentos finais como o nosso (verdadeiro) instrutor faz. Não tenho arcaboiço para tal.
Até porque quando sou obrigado, pela força das circunstãncias, a dar uma aula (como hoje em que o sensei se atrasou e chegou bastante tarde) limito-me a imitar a estrutura das aulas dele. E é caso para dizer que isso é tudo o que eu imito.
No entanto, apesar de não dar a aula, no fim da mesma, o senhor Osaka fez um comentário que me parece bastante interessante, enquanto corrigia os kirikaeshis executados por dois colegas nossos que lhe pediram conselho.
Dizia ele que um dos executantes, avançava demasiado durante a primeira série de ataques e não recuava suficiente na segunda. Resultado? Nada do outro mundo, mas acabava muito à frente do lugar onde tinha começado.
Os antecedentes marciais, chamemos-lhe assim, às vezes são uma coisa muito útil. Desde que comecei a treinar kendo que, fruto do meus tempos de karateka, me habituei à ideia que (tal como no karate) kata, kihon, bokuto waza, uchi-komi, ou o que quiserem, se são concebidos em número par, se são repetíveis e se são executados consecutivamente por motodachi e kakarité devem acabar no lugar onde começaram. Desta vez deram-me razão.
E porquê? Porque é que se faz semelhante coisa? Porque é assim que deve ser feito.
Eheheh. Algum problema nisso?
Porque sim.
OLHA A DISTÂNCIA PÁ... (2)
Outro exemplo de como "aquela coisa" do nito pode ser muito enganadora.
Nos momentos que se seguem a situações de deslocação, e em que é necessário refazer a distância, é preciso sempre ter em conta que o shinai da frente do adversário (o shoto) é mais pequeno que o nosso. "Medir" issoku-itto-no ma em função do dito, coloca-nos inevitavelmente em chikama, numa situação de desvantagem.
Mas nós também estamos mais próximos - poderá dizer o leitor mais atento - também podemos ser nós a aproveitar. Chikama também é perigoso para ele, verdade?
Verdade, mas o problema é que ele já tem o shinai longo levantado.
Nos momentos que se seguem a situações de deslocação, e em que é necessário refazer a distância, é preciso sempre ter em conta que o shinai da frente do adversário (o shoto) é mais pequeno que o nosso. "Medir" issoku-itto-no ma em função do dito, coloca-nos inevitavelmente em chikama, numa situação de desvantagem.
Mas nós também estamos mais próximos - poderá dizer o leitor mais atento - também podemos ser nós a aproveitar. Chikama também é perigoso para ele, verdade?
Verdade, mas o problema é que ele já tem o shinai longo levantado.
Estas imagens, e muitas outras mais, podem ser encontradas em http://musashikai.jp/pc
28.10.07
OLHA A DISTÂNCIA PÁ...
Vejam como o rapazinho da esquerda comete o erro mais comum de quem combate contra nito. Ele avalia issoku-itto-no ma em relação ao shoto do adversário, o que é, claramente, uma grande asneira.
O espertalhão do nito, crédito lhe seja dado, nem pensa duas vezes. Bang.
O espertalhão do nito, crédito lhe seja dado, nem pensa duas vezes. Bang.
Estas imagens, e muitas outras mais, podem ser encontradas em http://musashikai.jp/pc
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