2.9.09
14ºS WKC BONS VIDEOS
A parte mais interessante é que, pelo menos todos os que eu vi, para além de terem opção HD, tinham repetições em câmara lenta, o que é sempre interessante.
Cliquem lá em cima no link (onde diz "revista kendo world") e advirtom-se.
31.8.09
14ºS WKC - FINAL EQUIPAS (JAPÃO x EUA)
5 - Teramoto vs C. Yang
Cris Yang, talvez já bastante cansado e sem qualquer maneira de contrariar a derrota, tudo o que conseguiu fazer foi perder (mais uma vez) contra Teramoto. O mesmo Teramoto que já o tinha eliminado nas pools de qualificação individuais, dois dias antes.
De qualquer maneira, numa nota mais positiva, é interessante pensar que os Estados Unidos conseguiram por duas vezes seguidas ser vice-campeões mundiais; a verdade é que esse feito, digam lá o que quiserem, é obra.
4 - Takanabe vs D. Yang
3 - Uchimura vs B. Harada
Pois... Uchimura apenas marcou um men mas chegou perfeitamente; e vão três. Está ganho. O Japão volta a ganhar o torneio de equipas do campeonato do mundo.
2 - Kiwada vs Yoo
Enfim, dois kote desta vez e ficou o caso arrumado. Next!
1 - Shoudai vs Kawabata
Um belíssimo katate-men e um kote, em apenas 3 minutos e pouco, mostraram bem as diferenças entre o actual campeão do Japão e o seu opositor.
30.8.09
14ºS WKC - EQUIPAS MASCULINAS
O "milagre americano" na final contra os nipónicos não aconteceu (perderam 4-0, só o Daniel Yang empatou, todos os outros perderam) e teve de ser adiado mais 3 anos.
A equipa portuguesa, infelizmente, não conseguiu ultrapassar a pool inicial que, como já aqui tinha sido sugerido, era bastante complicada.
Suíça, Polónia e Taiwan não é exactamente aquilo a que se pode chamar uma pool fácil.
Enfim... o Japão ganhou tudo... e está tudo na mesma como a lesma.
Filmes aqui, em breve.
14ºS WKC - FINAL FEMININA
Yukiko Takami (aka) x Sachie Shojima (shiro)
retirado do canal Kendo-World do youtube
O torneio feminino destes 14ºs campeonatos "acabou bem" para o Japão. Das 4 semi-finalistas, três eram japonesas.
Até agora tudo está bem no mundo do kendo japonês, mas hoje é o dia D. Não esquecer que há três anos atrás em Taiwan, o torneio masculino de equipas transformou-se num embaraço enorme para o país de origem do kendo, quando, pela primeira vez na história destes campeonatos, a equipa japonesa foi afastada da final pelos EUA.
28.8.09
TER(R)AMOTO NO BRASIL
Campeão do Mundo
Individual de Kendo.
Aqui (com repetição em slow-motion) apenas o momento final.
Um Hiki-Men lindíssimo, limpinho (1' 57").
27.8.09
14ºS WKC BRASIL
Para saber o programa de festas para os próximos 3 dias podem consultar o site oficial dos campeonatos em http://www.14wkc.com.br/site/calendario.
Como sabem com toda a certeza, Portugal estará representado apenas nas competições de individuais masculinos e equipas masculinas.
À equipa nacional, que treinou um pouco pelos dojos de todo o país (com excepção do de Faro !!!), ajudando assim, ao mesmo tempo que se preparava, a divulgar o kendo em Portugal (Portugal que, como toda a gente sabe, se situa apenas a NORTE do rio Tejo), desejamos o melhor para os momentos que se avizinham.
Gambatté.
14.8.09
BOATOS DE ÚLTIMA HORA
Para já, é o que dizem por aqui. Mas em breve haverá, com toda a certeza, mais boatos.
28.6.09
HÁ FESTA NA ESCOLA
Os dois "animadores" da festa a preparar o alinhamento dos trabalhos.
Video encontrado em http://www.youtube.com/user/ebogucom
Nos próximos dias 4 e 5 de Julho a equipa nacional de kendo está "em festa".
Para se preparar para o Mundial no Brasil, a equipa reúne-se em Lisboa, na Escola Secundária Patrício Prazeres, para um fim-de-semana de treinos muuuuito especial.
Os "animadores de serviço" da ocasião serão, nem mais nem menos, o sensei Osaka Masakiyo (Nanadan, Director Técnico da APK) e... o sensei Ariga Taro, também ele nanadan e provavelmente o homem que participou em mais campeonatos do mundo de kendo ao serviço de uma selecção (Canadá).
A festa, já me foi assegurado por fontes geralmente bem informadas, promete muita animação e shinaizada até às tantas.
Vejam lá se mandam umas fotos porque eu, apesar de ter recebido o convite, para muita pena minha, não posso ir.
25.6.09
SORTEIO DOS 14ºS WKC

Na competição de equipas pode-se dizer que as coisas não vão ser exactamente fáceis. Tanto os polacos como os suíços costumam ser equipas "chatas", para não dizer difíceis. Já os chineses devem ter uma equipa, essa sim, reconhecidamente difícil. Mas enfim, para eles também não deve ser fácil combater contra a nossa selecção, por isso... veremos.
Nos individuais, pois... é como se diz em futebolês: "cada caso é um caso" e o shiai-jo tem 4 lados, não é verdade? E cada um dos kendokas tem (pelo menos) um shinai e tal e tal.
19.6.09
KENDO EM... BRAGA, DESTA VEZ.
Desta vez, em Braga começaram a ser ministradas aulas regularmente. Mas não vão pela minha palavra apenas.
Para saber tudo sobre este assunto, passem por http://www.kendobraga.com e... olha, vão treinar kendo que é muito bom p'ra saúde e... e faz bem à pele, pronto.
17.6.09
EQUIPA JAPONESA PARA O MUNDIAL 2009

20.5.09
MIYAZAKI MASAHIRO VINTAGE
Este é o meu ippon favorito DE SEMPRE. É do além. Só visto e, à velocidade normal, é preciso ter muita atenção para perceber o que se passa. Por isso, agradecei a Deus pela repetição em câmara lenta de um ângulo mais elucidativo.
Enjoy.
P.S.: Obrigado Mário.
9.4.09
ACERCA DE JODAN-KAMAE (2)
Então vamos por partes.
Quando comecei a usar jodan-kamae perguntei muita coisa ao sensei Osaka. Outras vezes, quando não perguntava, era ele que, depois de um ji-geiko entre ambos, normalmente a seguir ao treino e já a caminho de Campo de Ourique, me “adiantava” algumas dicas, normalmente bastantes interessantes, diga-se de passagem.
O que é que jodan-kamae tem que chudan-kamae, por exemplo, não tem? Para além da “ameça eminente de golpear”, chamemos-lhe assim? Nada. Na verdade, tudo o que se diz acerca de jodan, em termos de atitude, deveria dizer-se acerca de chudan, também.
Chudan-kamae, segundo me dizia Osaka sensei, “para ser bem feito, deve ser tão agressivo como jodan”.
O mal é que, e ainda nas palavras do mesmo, as pessoas muitas vezes “estão a dormir/descansar quando fazem chudan”. Ou seja, chudan-kamae transforma-se numa posição de espera, muito mais do que numa posição de quem está prestes a ter um confronto.
Aliás, basta fazer ji-geiko com alguém um bocadinho mais graduado, 5º ou 6º dan para cima, para se perceber a diferença entre essas duas atitudes.
Mas voltemos a jodan. Um dos motivos usados mais frequentemente para justificar a suposta maior agressividade de jodan, relaciona-se com uma maior exposição face ao adversário. Ou seja, o do está completamente aberto e para além do kote direito, também o esquerdo (ao contrário de chudan-kamae) é datotsu. E está igualmente exposto às investidas do oponente.
Ora a grande diferença (vantagem) de jodan-kamae, referi-me eu lá atrás, era a “ameça eminente de golpear”.
Isto é, se é verdade que há mais oportunidades de ser atingido (e em mais locais, inclusivamente) por outro, não é preciso ser um cientista atómico para ver, e perceber, que jodan-kamae está, em relação aos outros kamae, literalmente numa fase mais avançada. E não me refiro aqui a nenhuma filosofia ou estado de espírito especiais. Estou a ser prático; as mãos já estão levantadas. “Tudo” o que é necessário fazer para golpear... é baixá-las.
Sempre que releio a definição de Chiba sensei (ver post anterior) não posso deixar de pensar como este aspecto, meramente prático, faz, ipso facto, parte integrante da essência de jodan.
Quem está em chudan para executar shikake-waza “tem de subir e descer”; quem está em jodan já subiu e só tem de descer.
Donde o “superar o oponente (atacando) por cima”. A vantagem em termos de tempo de execução é clara... ou porque é que acham que tsuki é o gesto favorito para se combater contra jodan? Mero sadismo? Porque é que é raro ver dois combatentes, chudan vs chudan executarem tsuki, e é ainda mais raro ver um combate chudan vs jodan SEM tsuki?
Ah, espera lá, pois é... tsuki é o ÚNICO gesto técnico que, por não necessitar desse “sobe e desce”, permite ter um acesso mais rápido (e directo) ao adversário em jodan.
Enfim, para terminar este pequeno devaneio vou deixar-vos com um pensamento de um senhor japonês chamado Kanaki Satoru, (8º dan kyoshi) que nos seus tempos de jovem ganhou uns campeonatos combatendo em jodan, e que me parece bastante apropriado.
“Quando o teu oponente se mantém firme e mesmo aumentando a pressão (seme) isso não o faz mover-se, espera e quando ele te atacar, golpeia sem pensar (naturalmente). Não te precipites a atacar (...) antes procura um corte perfeito (...) atacando apenas quando vês as (verdadeiras) intenções do adversário.”
Tanto pior para o atacar, atacar, atacar, certo?
7.4.09
ACERCA DE JODAN-KAMAE (1)
27ºs All Japan Kendo Championships (1979)
T. Kawazoe (jodan) vs K. Horiyama
INTRODUÇÃO
Tem piada como estas coisas acontecem. Andava a passear pela net, quando, nos “sítios do costume” relacionados com kendo, comecei a reparar numa maior proliferação de referências a jodan-kamae.
Fruta do tempo talvez, afinal de contas, o actual campeão do Japão (Shoudai Kenji) é adepto da referida kamae, mas o que é certo é que, de repente, toda a gente parece ter uma palavra a dizer acerca do assunto.
E eu pensei: “olha, porque não fazer, eu também, um post totalmente dedicado à coisa?” E se assim o pensei, assim o fiz, e o resultado é este post que agora publico e o que em breve se seguirá:
Acerca dos pressupostos
É suposto que quem combate em jodan-kamae, deva ser mais agressivo do que os que não o fazem. Já foram escritas milhares de opiniões, milhares de vezes e toda a gente parece concordar com este ponto.
Para uns, é porque jodan é o kamae do fogo; para outros, porque é o kamae da justiça, ou do coração ou do céu ou do diabo que o carregue... mais coisa, menos coisa, toda a gente é unânime em afirmar que: quem assume hidari-jodan-kamae tem de ter uma postura mais agressiva.
Quão agressiva, perguntarão? Pois bem, agressiva ao ponto de, normalmente, se transformar o kendoka utilizador de jodan-kamae numa espécie de kamikaze. Porque tem de “ir com tudo”, porque deve estar constantemente a atacar, porque não pode e/ou não deve recuar (o quê???) e por uma data de outras barbaridades semelhantes.
O adepto de jodan perfeito é, segundo essas opiniões, um ser feroz, acéfalo e privado de qualquer ponta de estratégia que não seja a de marrar em frente, constantemente, como um vulgar touro de lide.
Pois bem... eu não concordo. Pronto, já disse... ok? Olha, processem-me.
Mas então qual é o espírito que deve ter um kendoka em jodan? Bom, segundo umas das maiores autoridades mundiais no assunto, Chiba Masashi sensei: “o espírito (que deve prevalecer) em jodan-kamae é o de superar o oponente (atacando) por cima e de triunfar no (caso de) ai-uchi (ataque simultâneo)”.
Não era bem o que muito boa gente esperava, pois não?
No próximo post:
O que é que jodan-kamae tem que chudan-kamae, por exemplo, não tem? Para além de uma “ameaça eminente de golpear”, chamemos-lhe assim, nada.
31.3.09
EFICIÊNCIA & EFICÁCIA
Sendo eu uma das pessoas envolvidas directamente no referido processo não vou, no entanto, fazer aqui a apologia da pequena organização da qual faço parte, mas mais tentar perceber, tanto quanto me for possível, o que mudou na minha maneira de encarar (e de praticar!) o kendo no último ano.
Por mais que se queira branquear a prática da esgrima japonesa contemporânea, o que é um facto é que o kendo é o herdeiro de uma série de actividades cujo objectivo primordial era o aprimoramento de técnicas de combate destinadas basicamente a matar e/ou mutilar outros seres humanos.
Quem apenas vê numa técnica como kote-uchi (golpe no pulso) uma maneira eficaz, porque de percurso mais curto, de obter uma vantagem numa competição, ou mesmo durante ji-geiko, não está certamente a ver a imagem completa.
Como “gestor” das aulas do Clube de Kendo de Faro este é um dos problemas que me tem vindo a afligir. Como ensinar aos alunos a essência de uma técnica num ambiente que não recria, de forma nenhuma, os objectivos para os quais essas foram originalmente criadas?
Como demonstrar algo mais do que o factor da eficiência, imediata, do waza, e levar os alunos a perceber o âmago de cada técnica, a eficácia da mesma?
Eficiência, eficácia? Façamos aqui um pequeno parênteses. Há dias, por motivos relacionados com trabalho, dei por mim frente a frente com a definição de Eficiência versus Eficácia. Se procurarem num dicionário o mais provável é que, em última análise, estas duas palavras sejam consideradas sinónimos. No mundo da gestão empresarial, no entanto, não é assim, e elas adquirem uma carga muito especial quando colocadas lado a lado.
Neste contexto, especificamente, eficiência surge-nos como a capacidade de fazer uma coisa da maneira mais correcta.
Eficácia, por sua vez, é a capacidade de fazer a coisa mais correcta. Confusos? É facil.
Por exemplo: confrontados com uma pequena inundação num corredor de uma escola, dois contínuos reagem de maneiras diferentes.
Um deles corre até uma arrecadação, agarra numa série de panos velhos que lá estão e que não têm qualquer utilidade, e começa a usá-los para vedar as portas das salas de aula, evitando assim que a água passe por debaixo das mesmas e as inunde. Ele foi extremamente eficiente.
Ora voltemos então ao assunto. Uma das coisas que mais me preocupa quando dou as aulas de kendo aqui em Faro, tem a ver com essa mesma distinção que me parece bastante relevante.
É claro que é muito importante saber fazer o tal kote de uma maneira eficiente. Mas como demonstrar a eficácia do mesmo?
A (minha também) primeira reacção foi relacionar a eficiência com o treino e a eficácia com a competição. E pareceu-me bem.
Eficiência é o trabalho dos detalhes, é o percurso ideal que o shinai deve percorrer para que atinja convenientemente o alvo, é a velocidade, é a boa utilização do hasuji... mas também é coisas mais subjectivas como demonstrar zanshin, gerir maai ou criar suki... enfim, é ser capaz de “dominar” toda a componente técnica e estratégica do movimento. Eficiência é fazer uma coisa (ou várias, kote, men, do, tsuki) da maneira mais correcta.
Eficácia, assim e por sua vez, seria a utilização dessa eficiência para um fim mais vasto, mais amplo e mais exigente, como a competição. É ser capaz de entender quais as técnicas que melhor se adaptam a cada adversário e utilizá-las da forma mais adequada. Em resumo, eficácia é a capacidade de fazer a coisa (kote? ou men? ou do? tsuki, talvez?) mais correcta, segundo as necessidades do momento.
E estaria tudo muito bem se estivessemos, por exemplo, a falar de técnicas de... sei lá, futebol? Mas não estamos, estamos a falar de kendo, e o que transforma as afirmações acima numa enorme falácia é o facto de, como todos sabemos, a vertente competitiva no kendo, apesar de ser algo aconselhado por todos, não é, por outro lado, verdadeiramente indispensável. Certo?
Por uma questão de conveniência vamos analisar esta afirmação de duas maneiras possíveis: falsa e verdadeira.
Se a afirmação fôr falsa, o problema que se nos levanta é: quer isso dizer que a eficácia do kendo se encontra na competição? Então, sendo assim, uma vez que a carreira competitiva termina (por motivos de idade, lesão, pre-desposição, etc) já não faz sentido continuar a fazer kendo? E, se assim é, vale a pena tampouco praticar kendo se não se tenciona praticar competição?
Se a afirmação fôr verdadeira, então isso significa que, de facto, há algo mais no kendo e que a sua essência se encontra para lá do simples “ganhar ou perder”, significa que o kendo deve forçosamente “fazer sentido numa dimensão diferente”.
Se calhar, o problema da eficácia encontra-se num outro nível, que eu não sei ainda identificar... talvez impregnado debaixo das inúmeras camadas de esoterismo dos kata?...
(continua?)
17.3.09
A PALAVRA DO SENHOR (ANTÓNIO)
Porque “mete nojo” o meu tai-atari
ou
Um passeio no parque, mas-um-tudo-nada-cansativozinho-embora-pouco-ou-se-calhar-não.
Não haja dúvidas: o estágio anual organizado pelo sensei Taro Ariga tornou-se num evento nacional. Kendokas de todo o país, e alguns mesmo até de Espanha, acorreram ao Pavilhão do Casal Vistoso em Lisboa para participar na 5ª edição do evento.
Este ano, Ariga sensei convidou Saigo Atari, 7º dan e pertencente ao famoso Keishicho (núcleo de kendo da polícia de Tóquio criado durante a Era Meiji), para liderar os praticantes portugueses durante os dois dias de treino.
Acerca da intensidade e exigência física do estágio muitas, e muito diferentes, foram as opiniões ouvidas no último dia do mesmo. Desde pessoas que se confessavam completamente derreadas, até àquele que se “queixava” que o estágio tinha sido como “um passeio no parque”, houve lugar para tudo.
Unânime, parece-me, foi o reconhecimento da competência e das qualidades do condutor do estágio, Atari sensei.
O que de mais interessante me aconteceu neste estágio, no entanto, teve a ver com uma observação feita pelo sensei António Gutierrez, D. António pros amigos.
Durante o treino de tai-atari e hiki-waza, e depois de me ter observado a executar men tai-atari hiki-men, dizia-me ele que o meu tai-atari (por outras palavras, claro) era uma desgraça.
Pois a verdade é que bastou-me pensar meio segundo para perceber que ele estava completamente correcto. O meu tai-atari mete nojo! E mete nojo porquê, pensei eu? Bom, assim de repente, por um motivo:
É que, na verdade, quando faço, por exemplo, men tai-atari men, não faço tai-atari(!).
Eu explico, na “ganância” de começar hiki-men, a maior parte das vezes nem chego a chocar convenientemente com o adversário, pois antes mesmo do choque acontecer já estou a travar e a preparar o hiki-men.
Conclusão, o hiki-men até pode resultar mas não foi criado a partir de um bom tai-atari. Kendo estranho este que eu ando a fazer.
Para mais ainda, este é um problema que os principiantes encontram quando começam a aprender tai-atari.
Ora então estou a regredir, é isso? Tenho de tomar atenção a este assunto, entre outros.
Enfim, não é nada de muito grave pois, na minha opinião, é também para isso que servem estes eventos: para ajudar a criar/modificar a nossa consciência acerca do kendo que fazemos em relação ao kendo dos outros; para pôr as coisas em perspectiva... e se o conseguem então estes encontros têm sempre alguma coisa de bom.
De bom? Direi mesmo mais: de muito bom! Muito bom!
12.3.09
5º ARIGA INTERNATIONAL KENDO SEMINAR
Eis a lista, caso alguém ainda não saiba, de senseis presentes no dito estágio:
Taro Ariga (7º Dan Renshi)
Alain Ducarme (7º Dan Renshi, Presidente da EKF)
Seigo Atari (7º Dan Renshi, Polícia de Tóquio)
Masakiyo Osaka (7º Dan, Director Técnico Nacional)
António Gutierrez (6º Dan e Árbitro Internacional)
Ok, vemo-nos sábado.
7.3.09
2.3.09
JODAN A DOBRAR
No site do youtube da ZNKR esse momento único está disponível para todos, mas para que não vos falte nada, está também, aqui e agora, à vossa apreciação.
Excelente.
18.2.09
A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 110
Lá fui.
Aproveitando uma deslocação de trabalho a Lisboa, lá me apresentei de armas e bagagem (shinais e bogu?) no ginásio da Patrício Prazeres à hora do costume.
Tirando o "novo" esquema de rotação durante o mawarigeiko, tudo está na mesma. Não, nada disso, não estou a dizer que não evoluiram... não leiam coisas que não escrevi.
Está tudo na mesma, mas no bom sentido: muitos "emboguzados", bom ritmo de treino, boa onda, muita fezada e, sobretudo, muita paulada.
Depois de dirigir o aquecimento, o sensei Osaka pôs toda a gente a equipar-se e passou-se à acção imediatamente: os kirikaeshi(s) do costume, depois men a passar, seguidos de kote-men, kote-do, kote-men-do, tudo igualmente e sempre a passar e depois, se é que não me esqueço de nada, umas rondazinhas (curtas) de kakarigeiko. Para terminar em grande jigeiko.
Já nem lembrava da última vez que tinha feito jigeiko. Para melhor, depois de uns seis ou sete combates (talvez mais), o último adversário que me coube em sorte foi precisamente aquele senhor que é sétimo dan e que costuma aparecer por lá.
Feliz, mas completamente rebentado, fiz o último kirikaeshi da noite antes de ser dada por finda mais uma aula.
Nas suas palavra finais o senhor Osaka aconselhou, quando se faz qualquer técnica a passar, que o executante não se "desvie da sua rota". Isto é, se é a passar, compete ao motodachi sair do caminho e deixar o kakarite passar, sem desvios por mais ligeiros que sejam.
E acabou... agora mais, se calhar, só em Março num estágio internacional, ou coisa assim, que parece que vai haver...
