10.5.06

A PALAVRA DO SENHOR (OSAKA) 5

Quarta-feira, 10 de Maio

O domínio do centro durante o combate.

Podia ser esse o título do post de hoje. E foi precisamente sobre isso que o sensei Osaka nos falou no fim do treino. Nomeadamente sobre a necessidade de "não abrir" a guarda antes de um ataque. Pelo contrário, deve-se sempre manter o nosso shinai junto ao do adversário "ao percorrer o caminho" para executar um bom men.

Quer se escolha fazer omote ou ura, ao manter o shinai junto ao do oponente exerce-se pressão quando se avança, o que por sua vez, digamos assim, aumenta o nosso domínio durante o referido percurso.

Esse conceito pode ser também aplicado de uma maneira mais "shiaieira", competitiva, ao fazer como Osaka sensei demonstrou a seguir, executando por exemplo, kote do lado de dentro do pulso direito do adversário. Exacto, do lado esquerdo do pulso direito, ou seja, por dentro do kamae do opositor. Claro que o objectivo nunca será marcar kote, mas simplesmente incrementar o domínio do centro, para a seguir fazer men (uma espécie de harai-men, só que executando o harai, não no shinai, mas no pulso do opositor).

Wakari massén?

E sexta há mais.

4 comentários:

Nuno Gomes Ricardo disse...

Directamente da invícta só quero
dizer: MUITO OBRIGADO!!!!!!!!!!
Não sabes a falta que fazem aqueles singelos segundos no final do treino... Abraços

Usagi-san disse...

Ahaa Nunex... perdão, sempai Nuno, é sempre um prazer ouvi-lo (huuum... lê-lo?) meu caro.
Pronto para o 1º test-match de sempre da equipa nacional para Taiwan?

Ricardo Oliveira disse...

Viva !!

Aproveito para pedir mais um pequeno esclarecimento acerca do movimento de Osaka sensei. Ele executou kote avançando com o shinai pelo lado esquerdo ? se foi pelo seu lado direito, passou para o lado esquerdo por cima ou por baixo do outro shinai ?

Obrigado,
Ricardo Oliveira

Usagi-san disse...

Caro Ricardo, disse tanta coisa e se calhar esqueci-me de dizer que onde se lê "harai-men" deve ler-se "harai-omote-men". Ou seja, ele avança pelo lado direito (dele), por dentro, digamos assim. Portanto aquilo não é um kote na verdadeira acepção da palavra, é mais um toque no pulso para atrapalhar o adversário (e reforçar o domínio do centro, claro) que outra coisa qualquer.